IV Encontro Científico da REGUA reúne pesquisadores e fortalece a conexão entre ciência e conservação
No dia 17 de setembro de 2026, a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) realizou a quarta edição de seu Encontro Científico, reunindo pesquisadores, estudantes universitários e representantes de instituições públicas para compartilhar conhecimentos e resultados de pesquisas desenvolvidas na Reserva e em seu entorno.

Mais do que um espaço de apresentação de trabalhos acadêmicos, o Encontro Científico se consolidou como um momento de conexão entre diferentes áreas do conhecimento e entre pessoas que atuam na pesquisa, conservação e restauração da Mata Atlântica. A iniciativa contribui para aproximar a produção científica das práticas desenvolvidas no território, ampliando a circulação de conhecimentos e fortalecendo a colaboração entre pesquisadores e instituições.
Acervo REGUA ©
A programação foi conduzida pela pesquisadora e colaboradora da Gestão de Pesquisas da REGUA, Luciana Ardenghi Fusinatto, e contou com transmissão ao vivo pelo canal da Reserva no YouTube. Cerca de 60 participantes acompanharam o encontro, que apresentou pesquisas desenvolvidas na REGUA ao longo dos últimos anos e proporcionou um espaço para o diálogo e a troca de experiências entre diferentes áreas da ciência.
A realização do encontro também reforça o papel da REGUA como espaço de pesquisa científica na Mata Atlântica. Ao longo de sua história, a Reserva tem recebido pesquisadores e estudantes de diferentes instituições, contribuindo para a produção de conhecimento sobre biodiversidade, conservação e restauração ecológica. A edição anterior do encontro, realizada em 2024, reuniu mais de 70 participantes e destacou a importância da REGUA para o desenvolvimento de pesquisas na região. Na terceira edição, o Encontro reuiniu diversos pesquisadores que abordaram temas e pesquisas de toda a Mata Atlântica, diferente da edição de 2026 que reuniu experimentos realizados apenas na Reserva.
Além das apresentações, o encontro contou com uma exposição de banners, reunindo trabalhos científicos e iniciativas desenvolvidas pela própria REGUA e por organizações parceiras. A proposta ampliou o espaço de diálogo para além dos resultados acadêmicos, apresentando também experiências que conectam pesquisa, educação ambiental, biodiversidade e conservação.
Entre os trabalhos apresentados esteve a experiência do programa Jovem Guarda, desenvolvido pela REGUA em parceria com a doutoranda em Educação Ambiental Rafaela Bisacchi. A iniciativa promove atividades interativas com estudantes para ampliar o conhecimento sobre a avifauna local, utilizando a observação de aves e o contato com a biodiversidade como ferramentas de aprendizagem.
Também foi apresentado o trabalho da ONG Refauna, que atua na reintrodução de espécies da fauna em áreas de Mata Atlântica, incluindo a REGUA e outras áreas protegidas do estado do Rio de Janeiro.
O encontro contou ainda com um concurso de fotografia, valorizando diferentes formas de registrar e comunicar a biodiversidade e as paisagens da Mata Atlântica.

Ao reunir pesquisa, educação, conservação e diferentes experiências desenvolvidas no território, o IV Encontro Científico reafirma a importância de criar espaços permanentes de diálogo e colaboração. São essas conexões que permitem que o conhecimento produzido a partir da pesquisa científica circule, seja compartilhado e contribua para os desafios concretos da conservação e da restauração da Mata Atlântica.




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