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  • Novos Alojamentos para Estudantes e Pesquisadores

    No mês de agosto de 2026 a reforma das instalações que recebem pesquisadores e estudantes na sede da Reserva Ecológica de Guapiaçu, vindos de universidades e projetos de extensão foi finalizada, entregando novos espaços com mais conforto e adaptabilidade. Foto 1, 2 e 3: Alojamentos no início da reforma 2025. Acervo REGUA © / Foto 4: Reforma dos alojamentos completa 2026. Acervo REGUA © As obras tiveram início em agosto de 2025 com o intuito de ampliar os quartos e o número de banheiros, distribuir melhor as divisões, criar um espaço de convivência novo e instalar uma laje para maior conforto térmico. A construção faz parte da planta original da Fazenda do Carmo, construída nos anos 1910 por Wilmar Werner, bisavô de Nicholas John Locke (atual gestor da REGUA) na atual sede da instituição. Com a instalação da Organização da Sociedade Civil (OSC), REGUA, em 2001, as instalações serviram inicialmente para receber observadores de aves e posteriormente estudantes de universidades públicas que ficavam na REGUA para realizar pesquisas e experimentos sobre a Mata Atlântica. O hiato de 2025 à 2026 na área científica representou um marco para a OSC. A reforma das instalações foi possível através do patrocínio da Fundação Grupo oBoticário e do Banco TRE, no âmbito do projeto Semeando Saberes que apoia projetos em todo o Brasil para transformar a forma como as pessoas vêm o Mundo. Foto 1 e 2: Alojamentos no início da reforma 2025. Acervo REGUA © / Foto 3: Calçamento dos alojamentos. Acervo REGUA © / Foto 4: Sala da casa principal com pintura completa Em agosto de 2026, participantes do curso para Estudantes Universitários do Projeto Replântica inaguraram as instalações reformadas. Hoje, os alojamentos contam com pintura nova, banheiros modernizados, quartos ampliados, uma nova área de convivência, calçamento com varanda na frente das casas, laje nova e melhor acesso à internet. Foto: Alunos do curso para Estudantes Universitários do Projeto Replântica inaugurado os alojamentos. Acervo REGUA © A REGUA manisfesta seu profundo agradecimento à Fundação oBoticário e ao Banco TRE que reforçaram a importância da pesquisa científica e o fortalecimento de ações para conservação e preservação da Mata Atlântica através deste incentivo.

  • Olhos no céu: Drones sobem às copas da Mata Atlântica para descobrir como as plantas vão enfrentar as mudanças climáticas

    Pesquisa científica acompanha, por três anos, orquídeas, bromélias e outras epífitas na REGUA e em reservas vizinhas do Rio de Janeiro. Orquídeas, bromélias e outras plantas que vivem sobre as árvores da Mata Atlântica estão sendo fotografadas por drones, metro a metro, em três áreas protegidas: a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), o Parque Estadual dos Três Picos e a RPPN Alto da Figueira, nos municípios vizinhos de Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu. O objetivo é prever como a biodiversidade da Mata Atlântica vai reagir ao aquecimento do clima. Plantas que vivem nas árvores, um termômetro da floresta As epífitas são plantas que crescem sobre outras plantas, usando a árvore apenas como apoio, sem prejudicá-la. Orquídeas e bromélias são os exemplos mais conhecidos. Elas ocupam desde o tronco, perto do chão, até a copa, onde há mais sol e menos umidade, e são muito sensíveis a mudanças de temperatura e de umidade. A pesquisa, intitulada Biodiversity dynamics along environmental gradients under impending environmental change ("Dinâmica da biodiversidade ao longo de gradientes ambientais sob mudanças ambientais iminentes"), do pesquisador Zachary Chu da Universidade de Birmingham quer entender como essas comunidades variam com a altitude e com a altura na árvore. As três áreas estudadas cobrem altitudes de 400 a 1.600 metros, o que permite comparar climas diferentes numa mesma região da Mata Atlântica. Foto: Pesquisador Zachary Chu e Guarda-parques, Maycon Cardoso e Gabriel Teixeira em ida à trilha verde para experimentos de campos. Como o estudo é feito Escolha das árvores: árvores grandes, com muitas epífitas, são marcadas em várias altitudes. Fotos com drone: o equipamento sobe ao longo de cada árvore e fotografa as plantas a cada 1 metro. As espécies são identificadas depois, nas imagens, com a altura anotada. Retorno todos os anos: as mesmas árvores são fotografadas de novo. Comparando as imagens, os pesquisadores veem quem sobreviveu, cresceu, se reproduziu, morreu ou é novo na árvore. Medição do ambiente: sensores de temperatura, umidade e luz são instalados em várias alturas, com equipamento de escalada, e um scanner a laser (LiDAR) mapeia a estrutura das árvores em 3D. Coleta mínima: só quando há dúvida sobre a espécie, e de preferência plantas caídas, que viram amostras de herbário ou são cultivadas em instituições parceiras. Por que a Mata Atlântica precisa desse olhar A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em espécies e, ao mesmo tempo, um dos mais ameaçados do planeta, considerado um hotspot mundial de biodiversidade. Boa parte dessa riqueza vive nas copas das árvores, justamente onde o clima muda mais rápido e onde a ciência chega com mais dificuldade. Entender as epífitas é entender a saúde da floresta inteira: elas guardam água, abrigam insetos, anfíbios e aves e dependem de um clima úmido e estável para sobreviver. Foto: Imagem aérea de epífita presa em árvore. O projeto prevê uma temporada de campo por ano, sempre de início de agosto a final de setembro. Em cada uma, a equipe começa na REGUA, por uma ou duas semanas, e passa o restante do tempo entre o Parque Estadual dos Três Picos e a RPPN Alto da Figueira, com base na estação de campo do Projeto Araçá. Depois, volta à Europa para processar os dados. A Mata Atlântica cobria originalmente mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados (cerca de 15% do território brasileiro), estendendo-se por 17 estados na faixa litorânea e interior do país. Hoje restam cerca de 12,4% a 24% da vegetação original, dependendo do critério de medição (fragmentos florestais gerais ou vegetação secundária e áreas menores). A maior parte do que sobrou encontra-se em pequenos fragmentos isolados, principalmente na região da Serra do Mar. Na REGUA cerca de 57 espécies de epífitas já foram catalogadas na lista florística do plano de manejo da instituição. "Com certeza essa contribuição vai muito além de um estudo com impacto local. Essa pesquisa e seus resultados reverberarão durante muito tempo e com intensidade no meio científico e acadêmico." comentou o pesquisador e coordenador de pesquisas da REGUA, Jorge Bizarro Primeiros resultados: o que os drones já revelaram O método já mostrou que funciona. Um estudo do pesquisador Zach, intitulado Eye in the sky: using drones to assess canopy diversity for vascular epiphytes in the Brazilian Atlantic Forest ("Olho no céu: usando drones para avaliar a diversidade do dossel de epífitas vasculares na Mata Atlântica brasileira"), compara a altitude e a altura na árvore como fatores da diversidade de plantas. Foto: Árvore com epífitas na trilha verde da REGUA. Segundo o estudo, as florestas de baixada têm potencial para abrigar muitas espécies de epífitas, por combinarem muita superfície para as plantas se fixarem e umidade local elevada. Os autores também destacam o valor dos drones para entender a diversidade das florestas tropicais, da base à copa das árvores. O valor da pesquisa está em olhar para o futuro a partir do presente. Como o clima já varia com a altitude e com a altura na árvore, os cientistas podem observar hoje como as plantas vivem em cada condição e estimar o que acontecerá com elas se o clima de um lugar passar a se parecer com o de outro. Para a REGUA, receber a pesquisa reforça o papel das reservas privadas e das unidades de conservação como laboratórios a céu aberto da ciência brasileira. Esta pesquisa está em andamento, seus resultados serão divulgados com o tempo por Zachary Chu e demais colaboradores. Acompanhe as redes sociais da REGUA para novas informações:

  • Nova ave é avistada em área da Reserva Ecológica de Guapiaçu

    No final de março de 2026, uma nova espécie de ave foi registrada nas áreas da Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA). O responsável pelo registro foi o guia de aves e autor do livro Aves do Sudeste do Brasil, disponível para venda na Reserva, Daniel Mello, que caminhava por uma das trilhas quando foi surpreendido por um canto diferente em meio à mata. O som vinha de uma ave que nunca havia sido registrada anteriormente na região: o cabeça-encarnada (Ceratopipra rubrocapilla). Foto: Daniel Brites Pertencente à família Pipridae, a espécie também é conhecida por diversos nomes populares, como uirapuru, maria-lenço, irapuru, atangará, tangará-de-cabeça-vermelha, tangará-de-cabeça-encarnada, patuqueira e dançador-de-cabeça-encarnada. Seu nome científico, Ceratopipra rubrocapilla, faz referência às características da ave e pode ser interpretado como “pequeno pássaro com chifre e cabeça vermelha”. Com cerca de 10 centímetros de comprimento, o cabeça-encarnada apresenta diferenças marcantes entre os sexos. O macho, que pesa entre 10,9 e 13,8 gramas, possui plumagem preta e brilhante, contrastando com a cabeça vermelha. Já a fêmea, que pesa entre 12,7 e 16,6 gramas, apresenta coloração verde-olivácea na parte superior do corpo e tons mais acinzentados nas regiões inferiores, tornando-se amarelada na barriga. A espécie alimenta-se principalmente de pequenos frutos, incluindo os de árvores nativas da Mata Atlântica, como a grumixama e a cabeludinha. Ao consumir esses frutos e transportar suas sementes, contribui para a regeneração e a dispersão de diversas espécies vegetais na floresta. O cabeça-encarnada habita principalmente os estratos médio e baixo das florestas. De acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie é classificada como “Pouco Preocupante” (Least Concern). Embora possua registros na Mata Atlântica e em áreas da Amazônia, sua ocorrência no estado do Rio de Janeiro ainda é relativamente restrita. Foto: Daniel Brites Até 2025, a espécie havia sido registrada em apenas sete municípios fluminenses. O novo registro na REGUA amplia esse cenário e reforça a importância da restauração e da conservação das florestas de baixada na bacia do rio Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu. Para a equipe da REGUA, o avistamento representa muito mais do que a chegada de uma nova espécie à lista de aves da Reserva. É também um sinal dos resultados alcançados por 25 anos de trabalho contínuo de conservação, restauração e proteção da Mata Atlântica. Ao longo desse período, mais de 1 milhão de mudas de espécies nativas foram plantadas, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para o restabelecimento de habitats para a fauna. O cabeça-encarnada voltou a ser observado em outras duas ocasiões por visitantes e observadores de aves, Duarte Nunes e Daniel Brites, que também tiveram a oportunidade de registrar a espécie na REGUA. Para Daniel Mello, a presença da ave pode representar um importante indicador da recuperação das florestas da região: "...essa vinda do cabeça-encarnada é um ótimo sinal de que as florestas de baixada estão se recuperando bem e criando conexões (corredores) com as florestas de Silva Jardim e Casimiro de Abreu, que abrigam as maiores populações dessa espécie na região... É muito possível que os avistamentos dessa espécie se tornem cada vez mais comuns na REGUA e seu entorno imediato com a restauração dessas florestas de baixada.", disse Daniel Mello à equipe de Comunicação da REGUA. Fotógrafo: Duarte Nunes Clique aqui e acesse o vídeo do Instagram com o registro de Daniel Mello sobre a ave.

  • IV Encontro Científico da REGUA reúne pesquisadores e fortalece a conexão entre ciência e conservação

    No dia 17 de setembro de 2026, a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) realizou a quarta edição de seu Encontro Científico, reunindo pesquisadores, estudantes universitários e representantes de instituições públicas para compartilhar conhecimentos e resultados de pesquisas desenvolvidas na Reserva e em seu entorno. Acervo REGUA © Mais do que um espaço de apresentação de trabalhos acadêmicos, o Encontro Científico se consolidou como um momento de conexão entre diferentes áreas do conhecimento e entre pessoas que atuam na pesquisa, conservação e restauração da Mata Atlântica. A iniciativa contribui para aproximar a produção científica das práticas desenvolvidas no território, ampliando a circulação de conhecimentos e fortalecendo a colaboração entre pesquisadores e instituições. Acervo REGUA © A programação foi conduzida pela pesquisadora e colaboradora da Gestão de Pesquisas da REGUA, Luciana Ardenghi Fusinatto, e contou com transmissão ao vivo pelo canal da Reserva no YouTube. Cerca de 60 participantes acompanharam o encontro, que apresentou pesquisas desenvolvidas na REGUA ao longo dos últimos anos e proporcionou um espaço para o diálogo e a troca de experiências entre diferentes áreas da ciência. A realização do encontro também reforça o papel da REGUA como espaço de pesquisa científica na Mata Atlântica. Ao longo de sua história, a Reserva tem recebido pesquisadores e estudantes de diferentes instituições, contribuindo para a produção de conhecimento sobre biodiversidade, conservação e restauração ecológica. A edição anterior do encontro, realizada em 2024, reuniu mais de 70 participantes e destacou a importância da REGUA para o desenvolvimento de pesquisas na região. Na terceira edição, o Encontro reuiniu diversos pesquisadores que abordaram temas e pesquisas de toda a Mata Atlântica, diferente da edição de 2026 que reuniu experimentos realizados apenas na Reserva. Além das apresentações, o encontro contou com uma exposição de banners, reunindo trabalhos científicos e iniciativas desenvolvidas pela própria REGUA e por organizações parceiras. A proposta ampliou o espaço de diálogo para além dos resultados acadêmicos, apresentando também experiências que conectam pesquisa, educação ambiental, biodiversidade e conservação. Entre os trabalhos apresentados esteve a experiência do programa Jovem Guarda, desenvolvido pela REGUA em parceria com a doutoranda em Educação Ambiental Rafaela Bisacchi. A iniciativa promove atividades interativas com estudantes para ampliar o conhecimento sobre a avifauna local, utilizando a observação de aves e o contato com a biodiversidade como ferramentas de aprendizagem. Também foi apresentado o trabalho da ONG Refauna, que atua na reintrodução de espécies da fauna em áreas de Mata Atlântica, incluindo a REGUA e outras áreas protegidas do estado do Rio de Janeiro. O encontro contou ainda com um concurso de fotografia, valorizando diferentes formas de registrar e comunicar a biodiversidade e as paisagens da Mata Atlântica. Acervo REGUA © Ao reunir pesquisa, educação, conservação e diferentes experiências desenvolvidas no território, o IV Encontro Científico reafirma a importância de criar espaços permanentes de diálogo e colaboração. São essas conexões que permitem que o conhecimento produzido a partir da pesquisa científica circule, seja compartilhado e contribua para os desafios concretos da conservação e da restauração da Mata Atlântica. Acesse as fotos clicando aqui.

  • Oficina de Produtos não Madeireiros é Realizada com Artesã Monica Carvalho na REGUA

    Em julho de 2026, o Projeto Replântica realizou a 1ª oficina de produtos não madeireiros com mulheres da bacia do rio Guapiaçu do ano. Nos dias 24 e 25 de julho, a Reserva Ecológica de Guapiaçu recebeu um grupo com 20 mulheres que reuniu participantes dos cursos para mulheres dos 3 últimos anos realizado pelo Replântica. O grupo foi convidado com o objetivo de contribuir ativamente na decoração para o evento de encerramento do Projeto que será realizado no dia 26 de outubro no Museu do Amanhã, no município do Rio de Janeiro. Foto: Ana Beatriz Bernabé Farias A exposição de arte integra uma curadoria assinada pela artesã e artista plástica Monica Carvalho, responsável por desenvolver toda a identidade visual e a decoração do evento a partir de produtos florestais não madeireiros. Além da curadoria, Monica lidera um grupo de mulheres que se consolidou como um dos mais engajados na missão e nos propósitos do Projeto Replântica. Em julho de 2026, o Projeto Replântica realizou a primeira oficina de produtos florestais não madeireiros do ano voltada às mulheres da Bacia do Rio Guapiaçu. Nos dias 24 e 25 de julho, a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) recebeu 20 participantes que já haviam integrado as edições do curso para mulheres promovidas pelo projeto nos últimos três anos. O grupo foi convidado para contribuir ativamente com a produção da decoração do evento de encerramento do Replântica, que será realizado em 26 de outubro, no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa teve início em 2024, quando o Replântica reuniu, pela primeira vez, uma turma exclusivamente feminina para o curso de Restauração Florestal da Mata Atlântica. Na ocasião, cerca de 20 mulheres de comunidades próximas à REGUA participaram da formação. Em 2025, o curso foi ampliado para atender todo o município de Cachoeiras de Macacu, envolvendo mais 22 participantes. Já em março de 2026, outras 24 mulheres estiveram na sede da Reserva Ecológica de Guapiaçu para aprofundar seus conhecimentos sobre restauração ecológica, conservação da Mata Atlântica e fortalecimento comunitário. Fotos: Acervo REGUA © Ao longo desses três anos, o grupo tornou-se uma das maiores referências de engajamento dentro do Projeto Replântica. O interesse demonstrado pelas participantes ultrapassou os temas da restauração florestal e passou a incluir atividades relacionadas ao artesanato, ao empreendedorismo e ao fortalecimento das redes de apoio entre mulheres. "Essa é uma rede, uma família. Somos só mulheres e isso nos deixa muito à vontade para sermos quem realmente somos e participarmos de tantas atividades maravilhosas que o Replântica nos proporciona", afirma Amanda Cupti, participante da turma de 2025. Essa rede feminina deu origem a um coletivo único em toda a Bacia do Rio Guapiaçu, marcado pelo espírito colaborativo e pelo compromisso com a transformação do território. A oficina realizada em julho representa o primeiro de três encontros previstos até outubro, quando acontecerá o evento de encerramento do projeto. Sob a liderança da artesã Monica Carvalho, o grupo consolidou-se como uma verdadeira força coletiva. A iniciativa fortaleceu vínculos, despertou talentos e inspirou um nome que representa sua essência. Surgido durante o curso de mulheres de 2025, o coletivo passou a ser conhecido como Raízes que Lideram, simbolizando o protagonismo feminino na restauração da Mata Atlântica e na construção de um futuro mais sustentável. Foto: Ana Beatriz Bernabé Farias Além da formação voltada às mulheres, o Projeto Replântica também ampliou sua atuação em 2026 com a realização de outros três cursos de restauração florestal destinados a diferentes públicos estratégicos. As capacitações reuniram proprietários rurais, representantes do primeiro setor (órgãos públicos) e do terceiro setor (organizações da sociedade civil), fortalecendo a troca de experiências e a construção de uma rede colaborativa em torno da restauração da Mata Atlântica. Ao todo, aproximadamente 100 participantes foram capacitados pelos cursos promovidos pelo projeto ao longo deste ano. Fotos: Acervo REGUA ©

  • Sábado de diversão com os Jovens Guardas.

    No sábado, dia 25 de abril de 2026, a Reserva Ecológica de Guapiaçu realizou um grande encontro com todas as turmas do programa de educação ambiental, Jovem Guarda para agitar a manhã e promover oficinas de arte, primeiros socorros e avistamento de aves. Acervo REGUA © O dia começou com uma oficina de primeiros socorros, ministrada pelo Bombeiro Civil, Renan Moraes, que apresentou a importância de saber realizar o atendimento de primeiros socorros em crianças e bebês. O conhecimento passado é baseado na Lei Lucas, que surgiu quando Lucas Begalli veio a falecer devido a um engasgo com um cachorro-quente durante um passeio escolar e o desconhecimento por parte da equipe escolar de realizar a manobra de desengasgo. O bombeiro civil levou os Jovens Guardas à aprender na prática com equipamentos adequados para simular um episódio parecido com um engasgo. Mais de 50 alunos participaram, realizaram a manobra e aprenderam a aplicar a técnica. Acervo REGUA © Os alunos das turmas verde e laranja experimentaram de uma oficina de monotipia botânica com a artista Carla Costa também foi ministrada para os Jovens Guardas. Os Jovens Guardas utilizaram de elementos naturais como folhas, galhos e flores para personalizar uma bolsa ecológica única. A criatividade fluiu através de uma vivência em meio à natureza que utilizou sementes, folhas, galhos e outros elementos que ficam no chão das florestas para montar uma arte única feita de argila e estes outros materiais em uma atividade conduzida pela educadora ambiental, Soraya Carvalho. O dia também foi cheio para a turma dos Monitores, classe com jovens a partir de 15 anos de idade, que realizaram parte da trilha marrom e roxa da Reserva Ecológica de Guapiaçu, chegando até a Torre São José, um incrível mirante que fica no topo da trilha roxa e presenteia com a vista dos Alagados e da enorme cadeia de montanhas que cercam a bacia do Rio Guapiaçu. A caminhada tinha como objetivo o avistamento e a identificação de aves da Mata Atlântica. Acervo REGUA ©

  • Concluído 1° curso do Projeto Replântica em 2026, voltado para mulheres de Cachoeiras de Macacu.

    Nos dias 19, 20, 26, 27 e 28 de março, a Reserva Ecológica de Guapiaçu realizou o 1° curso do Projeto Replântica em 2026 voltado exclusivamente para mulheres de Cachoeiras de Macacu e comunidades ao entorno da REGUA. O curso teve como base o aprendizado em restauração florestal da Mata Atlântica apoiando-se em técnicas agroflorestais, bacias hidrográficas e mananciais hídricos, serviços ecossistêmicos, além de contar com matérias práticas como a produção de biojóias e a criação de uma rede feminina para a restauração. Acervo REGUA © O curso contou com palestrantes parceiros vindos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e o acompanhamento parcial pela equipe Replântica do lado alemão. Nos primeiros dias, as mulheres imergiram nos fundamentos da restauração florestal e bacias hidrográficas, assim como os limites da paisagem e sua composição. A primeira aula foi ministrada pela professora Claudia Moster da UFRRJ. O curso seguiu na prática para o fortalecimento de uma rede de mulheres empoderadas para trabalhar com restauração florestal e as possíveis formas de atuar na área. A aula foi conduzida pela professora universitária Fátima Pinña-Rodrigues da Universidade Federal de São Carlos, contando com emoções e muitos aprendizados ao longo do caminho. Acervo REGUA © Nos dias seguintes, as mulheres aprenderam sobre plantas medicinais com a professora Mariana Azeredo, óleos essenciais em visita ao Sítio da Lua no bairro de Boca do Mato, Cachoeiras de Macacu e também sobre a culinária com a jaca, em visita ao instituto Sinal do Vale, que fica localizado no bairro Santo Antônio da Serra em Duque de Caxias, onde a fundadora do instituto, Thaís Corral e a líder da cozinha, Lívia Aparecida receberam as mulheres participantes do curso para uma oficina prática a fim de "colocar a mão na jaca" e preparar quitutes com a fruta emblemática. Acervo REGUA © O curso finalizou com uma incrível palestra sobre a rede feminina e a importância da continuidade de suas ações, do fortalecimento das mulheres que participaram do curso para perpetuar seus conhecimentos em ações práticas no dia a dia em suas esferas social, econômica e pessoal, finalizando assim o primeiro curso do Projeto Replântica em 2026 para mulheres.

  • Reserva Ecológica de Guapiaçu realiza 1° Bebê Natureza do ano de 2026.

    Natureza, cuidado e família, são as palavras que resumem o primeiro encontro do Bebê Natureza do ano de 2026, que ocorreu na sede da REGUA reunindo gestantes e puérperas para uma manhã de sábado agradável, leve e em contato com a natureza. © Acervo REGUA O programa de educação ambiental voltou com ainda mais força em 2026, contando com novos profissionais da saúde e da educação que conduziram de forma harmônica e única o primeiro encontro de 2026. © Acervo REGUA Foi uma manhã única e que ficará marcada na memória das participantes e voluntárias. Em destaque, as atividades ministradas pela doula, Soraya Carvalho e a enfermeira, Larissa Heringer levaram as participantes a aprender técnicas de massagem em seus futuros bebês e pintura gestacional conectando as mulheres à natureza. O programa é patrocinado pela Mitsubishi Corporation Foundation - For the Americas, conta com apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu e de um time de voluntários de várias áreas.

  • Reserva Ecológica de Guapiaçu inicia primeiro curso do Projeto Replântica em 2026.

    No dia 19 de março, a REGUA no âmbito do Projeto Replântica em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Universidade de Colônia (Alemanha) e graças ao patrocínio IKI, iniciou o primeiro curso em restauração florestal do ano de 2026. A edição é voltada para mulheres de comunidades locais e também para mulheres que residem no município de Cachoeiras de Macacu. © Acervo REGUA No dia 19, a professora Claudia Moster (UFRRJ) e a engenheira florestal, Aline Damasceno (REGUA), conduziram as alunas nos fundamentos da restauração florestal, agroflorestas, bacias hidrográficas e viveiros, caminhando pela REGUA e conhecendo áreas com mais de 15 anos de restauração na própria sede, abordando os temas de forma dinâmica. Para fechar com chave de ouro o primeiro dia de curso, as participantes plantaram uma muda de árvores nativas da Mata Atlântica em uma área da REGUA, como parte do aprendizado em agroflorestas. © Acervo REGUA No segundo dia do curso, 20 de março, as mulheres participantes viveram um dia de imersão em aprendizados da cadeia da restauração e empoderamento feminino, ministrado pela professora universitária, Fátima Pinña-Rodrigues (UFSCAR) e a mestranda, Thaiane Alencar (Universidade de Colônia-Alemanha) através de suas ocupações na área da restauração, com dinâmicas focadas em unir as mulheres em um só grupo para então transformar suas vidas e criar uma rede de apoio e conexão entre elas. O dia também contou com o aprendizado em plantas medicinais, ministrado pela profissional em fitoterapia, Mariana Azeredo © Acervo REGUA " Tem sido dias incríveis, de muita união, novos aprendizados, risadas e momentos únicos durante o curso " descreve uma participante durante as dinâmicas. O curso está apenas começando e a REGUA está entusiasmada em continuar com êxito o curso para mulheres.

  • Reserva Ecológica de Guapiaçu Atinge 1 Milhão de Mudas Nativas da Mata Atlântica Plantadas na Bacia do Rio Guapiaçu

    A Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), localizada em Cachoeiras de Macacu (RJ), acaba de alcançar um marco histórico: o plantio de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica . A conquista, registrada em novembro de 2025, simboliza duas décadas de esforços contínuos  para restaurar a Bacia do Rio Guapiaçu , uma das mais importantes fontes de água e biodiversidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Acervo REGUA © Desde 2005, a REGUA conduz um dos mais expressivos programas de restauração florestal do estado do Rio de Janeiro, com foco na recuperação de ecossistemas degradados, proteção de nascentes  e formação de corredores ecológicos  que favorecem o retorno da fauna nativa. O projeto, que nasceu com a missão de reflorestar integralmente a bacia, tornou-se uma referência nacional em conservação participativa e regeneração de paisagens naturais . “ O reflorestamento é mais do que plantar árvores. É devolver equilíbrio a um território, restaurar a vida de rios, animais e comunidades que dependem da floresta ”, resume Aline Damasceno, Engenheira Florestal da REGUA, que há 20 anos atua na recuperação da região. Do desmatamento à regeneração: uma nova paisagem para Guapiaçu Em antigas áreas de pastagem e erosão, hoje se consolidam novos fragmentos de floresta nativa. O trabalho da REGUA já resultou na restauração de mais de 580 hectares e na proteção de 10 mil hectares de Mata Atlântica, fortalecendo a conectividade entre remanescentes florestais e garantindo abrigo para inúmeras espécies de aves, mamíferos e anfíbios. Os resultados são visíveis: aumento da biodiversidade, retorno de espécies ameaçadas, melhoria da qualidade da água e do solo, além de maior resiliência da região frente às mudanças climáticas, com redução de impactos de secas e enchentes. Acervo REGUA © Parcerias que fazem a diferença Ao longo de 20 anos, a REGUA contou com o apoio de importantes patrocinadores e instituições parceiras , como Petrobras, SOS Mata Atlântica, INEA, World Land Trust, WWF-Brasil, SavingNature, Mitsubishi, Caminhos para a Mata Atlântica  e IIS , além de universidades e centros de pesquisa. Essas colaborações foram fundamentais para viabilizar um viveiro próprio de mudas, monitoramento de fauna e flora, programas de educação ambiental e iniciativas comunitárias de sustentabilidade. “ Este marco é o resultado de uma rede de colaboração construída ao longo de duas décadas. Cada parceiro, pesquisador, voluntário e morador local foi essencial para devolver vida à bacia do Guapiaçu ”, reforça Nicholas Locke, Presidente da Reserva. Acervo REGUA © Para celebrar a marca de 1 milhão de mudas plantadas, a REGUA promoveu um evento especial em uma de suas áreas de plantio , convidando todos os colaboradores da Reserva, que no ano de 2025, contabilizam 52 indivíduos diretos para realizar um plantio simbólico de 1 muda nativa da Mata Atlântica para cada, a fim de comemorar a união da instituição e o esforço empregado de diferentes setores da Reserva em cumprir a missão institucional. Acervo REGUA © O evento também marca o início de um novo ciclo de ações  voltadas à educação ambiental , à pesquisa científica  e à formação de novas parcerias  para a restauração ecológica da Mata Atlântica.

  • REGUA realiza evento “Raízes que Lideram” voltado para mulheres participantes do Projeto Replântica

    No último sábado do mês de outubro, dia 25, a Reserva Ecológica de Guapiaçu foi palco do evento Raízes que Lideram , voltado para as participantes dos cursos para mulheres do Projeto Replântica de 2024 e 2025. O encontro teve como objetivo promover o fortalecimento da rede feminina criada em 2024 e empoderar mulheres no âmbito da restauração florestal. Foto: Márcio Mendes. O evento contou com mais de 80 participantes e foi motivo de alegria para toda a equipe organizadora. Diversas atividades foram realizadas ao longo do dia, como a oficina de biojoias com a professora Fátima Piña-Rodrigues, da Universidade Federal de São Carlos, e com a artesã e designer Monica Carvalho; além de uma roda de conversa apelidada de Entre Elas , que recebeu nomes de destaque na restauração florestal, como a coordenadora de parcerias e projetos do Instituto Sinal do Vale, Katie Weintraub; a pescadora e coordenadora de plantio em manguezais da Cooperativa Mangezal Fluminense, Eugênia Maria dos Santos; a professora Claudia Moster, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; e a engenheira florestal Aline Damasceno. Essas mulheres compuseram a mesa, compartilhando vivências e experiências em restauração florestal, inspirando e encorajando outras mulheres a seguirem nesse caminho e mostrando que há espaço para todas. Foto: Márcio Mendes O evento foi encerrado com o plantio de uma muda de Eugenia guapiassuana , espécie nomeada por pesquisadores em homenagem à localidade de Guapiaçu, no município de Cachoeiras de Macacu, onde foi identificada pela primeira vez por Messias Gomes da Silva, funcionário da Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA).

  • Concluído sexto e último curso do ano de 2025 do Projeto Replântica.

    Durante um mês, todas as quartas e sextas-feiras, de 20 de agosto a 8 de outubro, jovens de comunidades do entorno da Reserva Ecológica de Guapiaçu, localizada em Cachoeiras de Macacu, no estado do Rio de Janeiro, e de áreas urbanas do município participaram na REGUA do 6° e último curso do Projeto Replântica em 2025. Foto: Acervo REGUA © O curso teve como objetivo promover o conhecimento teórico e prático em restauração florestal e também em empreendedorismo, visto que a faixa etária do grupo abrangia jovens de 17 a 26 anos — a chamada “geração Z”. O programa contou com diversos palestrantes vindos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que abordaram temas como Educação Financeira, Plantio, Produção de Mudas, Ecopsicologia, entre muitos outros assuntos que levaram os alunos a uma verdadeira jornada de aprendizado. Fotos: Acervo REGUA © A programação também contou com a participação do SEBRAE  de Cachoeiras de Macacu, representado por Maria José , que conversou com os jovens sobre o empreendedorismo nos dias de hoje, e de profissionais como Vitor Marigo  (Fotografia na Natureza), João Nogueira  e Jefferson Alves  (Marketing na Natureza), Tarcísio Cunha  (Ecoturismo e Demarcação de Trilhas) e a equipe do Setor de Educação Ambiental da REGUA, representada por Leandro França , Sara Gomes  e Yasmim Xavier , que também estiveram com os jovens, enriquecendo o aprendizado em áreas diversas. Fotos: Acervo REGUA © Com o intuito de proporcionar uma nova visão de mundo, os jovens também participaram de saídas de campo. Na UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) , campus de Seropédica, puderam conhecer de perto a rotina de uma universidade pública, visitando suas instalações, alojamentos e até mesmo almoçando junto aos universitários. No Recanto Nosso Cantinho , em Serra Queimada, Cachoeiras de Macacu, os proprietários José Ricardo do Couto  e Simone Coelho  complementaram a aula de Ecoturismo, mostrando na prática como um lugar comum pode se transformar em uma fonte de renda. Já no Solar da REGUA , a aula conduzida pelo professor universitário Paulo Leles  completou o aprendizado sobre restauração ecológica , com a observação de um plantio realizado há três anos no local e sua evolução, além do plantio de mudas selecionadas pelos alunos na aula de Produção de Mudas. Os jovens também mergulharam fundo na prática com a aula da professora Cláudia Moster  sobre Manejo de Bacias Hidrográficas e Mananciais Hídricos  no rio Guapiaçu. Para consolidar o aprendizado, a visita à Cascata da REGUA  promoveu uma rica reflexão sobre a importância da conservação de nossas florestas. A iniciativa integra o Projeto Replântica, promovido pelo Instituto de Tecnologia e Gestão de Recursos nos Trópicos e Subtrópicos (ITT) da Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia (Alemanha), em parceria com a REGUA e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

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