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142 resultados encontrados com uma busca vazia

  • 19 - Macuco

    A observação de aves exige muita atenção e resistência física de qualquer observador que se propõe a aventurar-se pela REGUA. O clima quente e úmido, característico da Mata Atlântica, as trilhas sinuosas e íngremes, somados à timidez natural dos pássaros, torna este hobby um verdadeiro desafio. Até a serrapilheira da floresta, composta por restos de plantas e acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de decomposição, pode atrapalhar esta atividade, pois o ruído ao se pisar neste material, denuncia a presença de alguém nas trilhas. Uma das aves mais difíceis de ser avistada é o Macuco (Tinamus solitarius), uma grande ave terrestre que foi historicamente perseguida e estimada pela sua carne. O Macuco é endêmico da Mata Atlântica, se alimenta principalmente de insetos e é caracterizado como “Quase ameaçada” pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Embora a caça tenha diminuído significativamente na REGUA, escuta-se ocasionalmente o canto desses pássaros na floresta, mesmo assim sendo bem difícil avistá-lo. Provavelmente é mais fácil encontrar um ninho no solo com alguns ovos verde-esmeralda, do que os próprios pássaros. Adilei da Cunha, em uma das suas caminhadas, contou seu entusiasmo ao ouvir um adulto vocalizando e, ao tentar seguí-lo, encontrou apenas um filhote tentando se camuflar entre as folhas. Como estava bem escondido, foi difícil capturar uma imagem nítida. Foi um momento de alegria para Adilei, já que raramente vê esses pássaros na natureza. Esse é um bom sinal de que os esforços da REGUA para a proteção e conservação das florestas, estão contribuindo para o aumento da população de muitas espécies da fauna local. Data: 04/04/21

  • 20 - Pesquisa com Anuros em poças artificiais

    João Souza está desenvolvendo seu trabalho de campo na REGUA e seu projeto de mestrado analisa, de forma experimental, como áreas fragmentadas podem afetar a produção secundária de girinos em uma área de matriz no bioma de Mata Atlântica. Essa pesquisa pretende demonstrar a importância de árvores isoladas na manutenção de processos ecossistêmicos naturais. Como parte desses processos ecossistêmicos está o fluxo de energia (entrada e saída) – representada pela luz solar, que não é reciclada, – e pela matéria, biomassa presente em todos os níveis tróficos, que é continuamente reciclada. Girino coletado que será levado para o laboratório para ser identificado (© Micaela Locke). Esses fluxos fazem com que ocorram processos de produção no ambiente. Essa produtividade é classificada em Produtividade Primária Bruta (PPB), Produtividade Primária Líquida (PPL) e Produtividade Secundária Líquida (PSL). A produtividade primária bruta corresponde ao quanto de matéria orgânica é sintetizada pelos seres produtores em determinada região em certo período. Quanto maior a taxa de fotossíntese, maior será a produtividade primária bruta. A luz, o gás carbônico, a água, a temperatura e os sais minerais são alguns fatores que interferem na fotossíntese. Já a energia contida na biomassa dos organismos autotróficos, medida durante um determinado intervalo de tempo, corresponde à produtividade primária líquida. O aluno João Souza realizando a coleta de girinos (© Micaela Locke). A produtividade secundária líquida refere-se ao total de biomassa armazenada no corpo de um herbívoro, em determinado intervalo de tempo, correspondendo à energia que ele conseguiu absorver dos alimentos que ingeriu – já contabilizadas as taxas de gasto de energia de seu metabolismo. Nesse sentido, o desenvolvimento da pesquisa do João pode apresentar importantes resultados que demostrem a importância da conservação de nossas áreas de vegetação para manutenção de um importante processo ecossistêmico natural – a produção secundária, e principalmente poder entender como o grupo dos anuros, que é o táxon de vertebrados com maior número de espécies ameaçadas, é afetado pela perda de vegetação. Data: 18/03/21

  • 22 - Pesquisa com Coleóptera na REGUA

    A pesquisa científica além de contribuir para a geração do conhecimento local, auxilia a comunidade científica a preencher diversas lacunas e áreas do saber que ainda devem ser investigadas. Esta semana recebemos a visita de dois pesquisadores, o Ederson e a Beatriz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estão buscando larvas da espécie Amalactus carbonarius, família dos Curculionídeos, mais conhecidos como gorgulhos. É o primeiro registro desta espécie colonizando as Taboas (Thypa domingensis), que são encontradas nos alagados da REGUA. As Taboas se espalham rapidamente no ambiente natural, porém é importante manter o equilíbrio entre a área que elas ocupam e a área em que podem ser abrigo para diversos insetos! Data: 18/02/21

  • 23 - O Socó-boi nos alagados da REGUA.

    O Socó-boi (Tigrisoma lineatum), comumente avistado nos alagados da REGUA, é uma ave da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae. Seu nome em tupi-guarani, Taiaçu, significa tai = riscado e açu = grande, característica física dos indivíduos jovens (plumagem amarelo-clara com faixas transversais negras, garganta e ventre brancos e bico relativamente curto). É uma espécie que não apresenta dimorfismo sexual, e ao alcançar dois anos de idade, macho e fêmea passam a ter pescoço castanho com uma faixa branca vertical na frente e manto pardo-acinzentado, manchado de acanelado, com um bico bastante longo. Vive em áreas úmidas, como brejos, pântanos, escondendo-se neste tipo de ambiente ribeirinho, ou mesmo em florestas. É comum vermos os Socó-bois em dias chuvosos e escuros, encontrando-se à vontade tanto com outras espécies diurnas, quanto noturnas. É uma ave com hábitos solitários, que constrói seus ninhos no alto de árvores e arbustos, sendo composto de uma grande plataforma de gravetos. Durante a época de reprodução o adulto emite uma forte voz, que lembra o esturro da onça pintada ou o mugir de um boi. Quando se sente ameaçado, permanece imóvel até voar, indo encontrar abrigo no alto das árvores. Anda vagarosamente, ficando muitas vezes imóvel à espreita, e captura as suas presas dando-lhes golpes certeiros, com seu bico afiado. Come crustáceos, répteis, anfíbios, peixes e insetos. Estes registros foram feitos pela bióloga Claudia Bauer, amante e renomada ornitóloga, membra do Clube de Observadores de Aves (COA) do Rio de Janeiro. Recentemente sua grande paixão tem sido a fotografia! Data: 10/02/21

  • 24 - Miltonia moreliana

    A Miltonia moreliana é uma linda orquídea que está em flor no nosso Jardim da Mata Atlântica. Ela pode ser encontrada em áreas de mata secundária, a partir de 300 metros de altitude. O gênero Miltonia, presente na América do Sul, possui nove espécies no Brasil, sendo que sete delas são encontradas na Serra dos Órgãos. A Miltonia moreliana requer abundante luminosidade, teor de umidade moderado e ventilação. Quando não é possível identificar uma espécie de alguma orquídea nativa de imediato, recorremos ao auxílio de especialistas, como a Maria do Rosário de Almeida Braga, ou também consultamos a fantástica publição “Serra dos Órgãos: Sua História e Suas Orquídeas” que tem como autores David Miller, Richard Warren, Izabel Moura Miller (também fotógrafa) e Helmut Seehawer (colaborador). 28/01/21

  • 25 - Pesquisa na REGUA

    Dentre os poucos estudantes que visitaram a REGUA no ano atípico de 2020, em que as saídas de campo foram suspensas, está um grupo muito especial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), do laboratório de Ecologia de Rio e Córregos. O tema de pesquisa da doutouranda Beatriz Ferreira, busca avaliar se a forma de manejo de áreas de pasto, com árvores isoladas, diminui o efeito do desmatamento sobre o papel dos girinos de anuros (sapos, pererecas e rãs) em poças. Anuros usam locais com água acumulada para reprodução, tornando os girinos essenciais para a manutenção deste tipo de ambiente. A retirada da floresta afeta diretamente o desempenho dos Anuros. Nas saídas de campo, dois outros estudantes acompanharam a Beatriz, o Orlando de Marques Vogelbacher e o Jeferson Ribeiro Amaral, que registrou alguns dos momentos vivenciados por eles. Ao retratar uma simples saída de campo, algumas imagens realmente são capazes de tirar o nosso fôlego! Isso mostra, que além da importância da pesquisa, o quanto a dinâmica da natureza está presente ao nosso redor. Agradecemos aos estudantes pelo seu empenho e compartilhamento de lindas imagens! Data: 04/01/21

  • 26 - A Dahlstedtia

    Em uma caminhada por uma das áreas da REGUA, foram vistas as plantas do gênero Dahlstedtia que ocorrem exclusivamente no bioma Mata Atlântica, nos estados de Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O gênero é constituído por duas espécies: D. pinnata e D. pentaphylla, embora muitos autores as considerem monotípicas. Apresentam porte arbóreo-arbustivo, inflorescências grandes, tubulosas e vistosas. Conhecida como “Timbo”, suas flores são muito visitadas por beija-flores, que as polinizam. Sua casca e raíz esmagadas têm a capacidade de atordoar e asfixiar os peixes, prática utilizada no passado pelos povos autóctones da região, ao pescar. Data: 21/12/20

  • 27 - Bosques da Memória

    Começou em meados de dezembro de 2020 a Campanha “Bosques da Memória”. A ideia é plantar árvores e recuperar florestas, como um gesto simbólico em homenagem às vítimas da COVID-19 e em agradecimento aos profissionais de saúde no Brasil. Essa campanha é uma promoção conjunta da Rede de ONGs da Mata Atlântica – RMA, da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – RBMA e do PACTO pela Restauração da Mata Atlântica. É desenvolvida de forma participativa e colaborativa, e está aberta às pessoas e instituições interessadas. Em todo o país, já são 21 iniciativas aderindo a esta campanha. É também um espaço de divulgação de outras iniciativas que tem o mesmo objetivo, que além de buscar a transformação desse momento de tristeza e devastação, quer trazer esperança à Mata Atlântica e alertar sobre os impactos das mudanças climáticas. A campanha também marca o início da Década da Restauração de Ecossistemas 2021-2030 declarada pela ONU. Data: 19/12/20

  • 28 - Defesa de monografia

    Nesta quarta-feira (09/12) as 9:00 horas, o aluno Rodrigo Ferreira Gomes defenderá sua Monografia intitulada: estudo de tempo, movimento e comportamento em campo de espécies arbóreas oriundas de mudas produzidas em tubetes e sacos plásticos. Rodrigo é orientado pelo professor Paulo Sérgio Leles, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que vem conduzindo estudos relacionados ao aprimoramento das técnicas silviculturais para formação de povoamentos florestais visando a restauração florestal, com ênfase em estudos sobre controle de plantas daninhas e uso de biossólido de lodo de esgoto como adubação de plantio. Muitos dos alunos do Professor Leles fazem os seus experimentos aqui na REGUA. O link para o seminário é: https://meet.google.com/ccq-zyjo-bov Data: 08/12/20

  • 29 - Uma breve atualização sobre o Inaturalist.

    Jean-Paul, criador do projeto REGUA Bioblitz 17-24 November 2020, teve como objetivo de viagem realizar diferentes Bioblitz pela região montanhosa de Nova Friburgo, e também aqui na REGUA, em Cachoeiras de Macacu. Os resultados foram super positivos, apesar do período de Pandemia não ter permitido a participação de mais interessados em fotografar a natureza. O nosso Bioblitz durou uma semana e contou com a observação de mais de 1.000 espécies e identificação de 470 espécies dentro da própria comunidade Inaturalist. Jean-Paul teve a oportunidade de conhecer algumas áreas interessantes da REGUA, como “Valdenor” no Estreito, área de transição composta por ambientes restaurados e florestas secundárias; a trilha verde, acompanhado do Rildo de Oliveira, que patrulha a região mais alta e conservada da REGUA, o “Fragmento”, onde há um antigo remanescente de floresta em bom estado de conservação; e o Vecchi, distante 15 km da REGUA, composto por áreas abertas, que proporcionam uma boa observação da biodiversidade local. Jean-Paul fotografou diversas mariposas graças à parede que é iluminada por uma lâmpada especial que contém vapor de mercúrio, super estimulante para as mariposas. Dentro das diversas observações está uma mariposa pertencente à família Notodontidae – subfamília Dioptinae. Segundo o nosso especialista em Lepidoptera Jorge Bizarro, esta não é uma espécie tão fácil de ser avistada, fato que dificultou a sua identificação. Foi possível descobrir que ela pertence à subfamilia Dioptinae, grupo de mariposas neotropicais que voam durante o dia, muitas das quais exibem uma coloração brilhante de asas. Mesmo não sendo uma tarefa tão simples, compartilhar observações na plataforma Inaturalist permite pôr em prática a ciência cidadã e a troca de conhecimento dentro de uma comunidade curiosa e disposta a identificar diferentes espécies pelo mundo. Esse processo permite que os especialistas, os amantes de algum grupo de animais ou plantas, curiosos e apaixonados pelo mundo natural possam trocar ‘figurinhas’. Mesmo que o Bioblitz tenha terminado, ainda contamos com o REGUA Biodiversity Celebration que até o fim de ano deve chegar a 10.000 observações A ideia é que todos que tenham fotografado alguma espécie de fauna ou flora na REGUA possam contribuir com um maior número de observações fazendo o ‘upload’ de fotos, mesmo elas sendo mais antigas. Quer contribuir para conseguirmos alcançar esse resultado? Entre no https://www.inaturalist.org/projects/regua-biodiversity-celebration e adicione a sua observação! Data: 01/12/20

  • 30 - A anta Jasmin de volta à natureza!

    ANTAS VOLTAM ÀS FLORESTAS DO RIO DE JANEIRO APÓS 100 ANOS DE EXTINÇÃO! Os professores Fernando Fernandez, Alexandra Pires, Maron Galliez e Marcelo Rheingantz conceberam o projeto REFAUNA com o objetivo de reintroduzir e manejar espécies de fauna que estão extintas localmente ou que estejam sofrendo algum nível de ameaça dentro de sua distribuição original. A introdução de animais na natureza ajuda no restabelecimento da interação animal-vegetal e nos processos ecológicos, contribuindo para o desenvolvimento de um ecossistema saudável e equilibrado. Os processos ecológicos fundamentais dos ecossistemas são o ciclo da água, o ciclo biogeoquímico (ou nutriente), o fluxo energético e a dinâmica dos ecossistemas, que contribuem para a permanência da biodiversidade a longo prazo. A fragmentação e a perda de habitat ao longo do tempo impactaram negativamente populações de médios e grandes mamíferos. A caça excessiva levou várias espécies de mamíferos a uma redução populacional significativa e à extinção de espécies. Passados quase 3 meses, o dia da soltura finalmente chegou. No calendário, o dia anterior ao dia que de fato ocorreu a soltura estava agendado, no entanto, Jasmin estava um pouco mal-humorada e estressada, e por isso decidiu não sair do cercado. Ela se jogou na poça e decidiu ficar por lá. Respeitando a sua vontade e evitando um maior estress para o animal, somente hoje o portão pôde ser aberto permitindo que Jasmin deixasse o cercado sem hesitar. Os próximos dias serão muito importantes para acompanhar o desenvolvimento da Jasmin. Ela está sendo monitorada por uma rádio colar e provavelmente começará a buscar o local para se estabelecer. Bem vinda à natureza, Jasmin! Data: 30/10/20

  • 31 - Guapiaçu III: Programa Piloto de Monitoramento dos Recursos Hídricos em Cachoeiras de Macacu

    O Programa Piloto de Monitoramento dos Recursos Hídricos (PPMRH) é uma ferramenta de educação ambiental que tem como objetivo sensibilizar os jovens para a importância dos recursos hídricos e os impactos da presença dos núcleos urbanos, demonstrando a relação floresta x água. O programa é voltado para estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas, do município de Cachoeiras de Macacu e Itaboraí e capacita os jovens para realizarem coletas e análises físico-químicas e biológica da água de 12 pontos de 3 rios da região: Macacu, Guapiaçu e Caceribu. Em fevereiro desse ano, a equipe do projeto percorreu as escolas do município de Cachoeiras de Macacu apresentando a proposta do programa. Cinquenta jovens foram selecionados de um total de 92 inscritos. Depois de selecionados, os estudantes foram capacitados e se tornaram monitores ambientais. Devido à pandemia, o curso presencial foi substituído pelo virtual, e em outubro, já foi possível migrar para o ensino híbrido, e assim, foram realizadas aulas práticas de coletas e análises de água. Seguindo as normas de segurança, orientações dos órgãos de saúde e com o uso de equipamentos de proteção individual, a turma foi dividida em pequenos grupos, mantendo a segurança durante a atividade. A prática foi realizada no ponto 7, em Boca do Mato, onde os estudantes puderam conhecer alguns dos macroinvertebrados bentônicos sensíveis à poluição, usados como bioindicadores da qualidade da água, presentes nesse local de coleta. A atividade desperta nos jovens um novo olhar, além de ser uma atividade bem diferente e divertida. Em outubro, 45 monitores ambientais foram formados no município de Cachoeiras de Macacu, e agora esses jovens irão acompanhar a equipe do projeto nas coletas e análises de água dos rios. O novo desafio iniciado esse ano é a seleção online de estudantes do município de Itaboraí!

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