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- Bebê Natureza | REGUA
O programa Bebê Natureza iniciou em agosto de 2022 e tem como objetivo o fortalecimento do vínculo da criança com a natureza. O Marco Legal da Primeira Infância, LEI Nº 13.257, DE 8 DE MARÇO DE 2016. BEBÊ NATUREZA O programa Bebê Natureza iniciou em agosto de 2022 e tem como objetivo o fortalecimento do vínculo da criança com a natureza. O Marco Legal da Primeira Infância, LEI Nº 13.257, DE 8 DE MARÇO DE 2016. é a premissa do programa que tem como seu público alvo, crianças de 0 a 6 anos, “ em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano”. São realizados 6 encontros: primeiro encontro (Grávidas e puérperas), segundo encontro (crianças de 1 e 2 anos), terceiro encontro (crianças de 3 anos), quarto encontro (crianças de 4 anos), quinto encontro (crianças de 5 anos) e sexto encontro (crianças de 6 anos). Acervo - © REGUA Durante os encontros do programa os participantes vivenciam momentos de conexão com a natureza junto a equipe composta por profissionais da saúde e educação ambiental. Cada público possui cronogramas e atividades específicas que contribuem para o bem-estar das famílias, fortalecendo a importância do contato da primeira infância com a natureza para a qualidade de vida. Fazendo com que cada participante se reconheça como parte de um ciclo contínuo para uma melhor qualidade de vida. Acervo - © REGUA As ações do programa são inspiradas nas metodologias Sharing Nature e Reggio Emília que evidencia a diferença da subjetividade e reforça o valor de cada indivíduo. Priorizando um modelo educativo que dê conta de todas as particularidades dos Bebês Natureza e suas famílias, favorecendo os vínculos sociais e fortalecendo a “Vitamina N”, Natureza. Acervo - © REGUA
- Birdwatching | REGUA
Contamos com uma pousada confortável e recebemos hóspedes de diferentes países, que em geral se interessam pela observação de aves, ou o birdwatching. Nossa sede, incluindo as áreas comuns e a pousada, têm fácil acesso a uma rede de trilhas e abrigos para a observação de aves. BIRDWATCHING Contamos com uma pousada confortável e recebemos hóspedes de diferentes países, que em geral se interessam pela observação de aves, ou o birdwatching. Nossa sede, incluindo as áreas comuns e a pousada, têm fácil acesso a uma rede de trilhas e abrigos para a observação de aves. Organizamos para os nossos hóspedes excursões para a observação de aves em locais fora da REGUA. Algumas das aves mais procuradas: Saudade-de-asa-cinza, a Garrincha-chorona, o Cuitelão, o Formigueiro-do-litoral, o Beija-flor-de-topete-verde, a Saudade, o Maracanã e o Colhereiro. Chibante (Laniisoma elegans) - © REGUA Na REGUA, já foram registradas 487 espécies de aves na REGUA, incluindo 62 endêmicas do Brasil, 118 endêmicas da Mata Atlântica, 12 espécies ameaçadas classificadas pela Lista Vermelha da IUCN e 29 espécies classificadas como Quase Ameaçadas. Mais de 220 espécies de aves já foram registradas nos famosos Alagados da REGUA. As especialidades da REGUA incluem o Chibante, o Patinho-de-asa-castanha, o Saí-de-pernas-pretas, o Narcejão, a Mãe-da-lua, a Sabiá-cica e o Arapapá. Outras aves endêmicas muito procuradas incluem o Gavião-pombo-pequeno, o Topetinho-vermelho, o Araçari-poca, a Choquinha-cinzenta, o Formigueiro-assobiador, o Cuspidor-de-máscara-preta, o Tangarazinho e a Araponga. Lista completa: Clique para acessar Saíra-lagarta (Tangara desmaresti ) - © REGUA Jovem tie-sangue (Ramphocelus bresilius ) - © REGUA Ariramba de cauda ruiva (Galbula ruficauda ) © REGUA Caburé miudinho (Glaucidium minutissimum ) - © REGUA Saíra-de-chapéu-preto (Nemosia pileata ) - © REGUA Tucanuçu (Ramphastos toco ) - © REGUA Beija-flor-rajado (Ramphodon naevius ) - © REGUA
- Plano Estratégico de Pesquisa | REGUA
Diversos projetos de pesquisas, atualmente, estão sendo realizados na REGUA. Podemos listar: Plano Estratégico de Pesquisa da REGUA Finalizado em 2025, esse documento foi construído de forma participativa durante o I Workshop para o Planejamento de Pesquisa na REGUA. Nele, é apresentado um histórico e uma síntese das pesquisas feitas desde 2001, são identificadas lacunas e prioridades de pesquisa e são estabelecidas as metas e indicadores para os próximos dez anos de pesquisa através da matriz estratégica. Acesse nosso plano estratégico de pesquisa através dos links a seguir : VERSÃO RESUMIDA VERSÃO COMPLETA
- Visitação | REGUA
A REGUA recebe um público variado, que engloba desde estudantes das redes públicas e privadas de ensino do município, e algumas vezes escolas fora do município, alunos universitários, pesquisadores e professores, “day-users”, amantes da natureza, participantes de cursos e workshops, hóspedes que pernoitam tanto nos alojamentos próximos à sede, quanto na nossa pousada e também voluntários. VISITAÇÃO A REGUA recebe um público variado, que engloba desde estudantes das redes públicas e privadas de ensino do município, e algumas vezes escolas fora do município, alunos universitários, pesquisadores e professores, “day-users”, amantes da natureza, participantes de cursos e workshops, hóspedes que pernoitam tanto nos alojamentos próximos à sede, quanto na nossa pousada e também voluntários. O que une todos os nossos visitantes é o desejo de estar cercados por uma área verde em bom estado de conservação, rodeados pela fauna e flora local. Prezamos pelo bom comportamento dos nossos hóspedes, que devem respeitar todos os colaboradores da Reserva e espaços físicos que são proporcionados durante a visita e estadia. Oferecemos banheiros, bebedouro, estacionamento, acesso a trilhas sinalizadas e guias para os passeios dentro das áreas mais bem preservadas da REGUA (em geral a cachoeira da REGUA). Cachoeira da REGUA - © REGUA A REGUA está aberta de fevereiro a dezembro (em geral encerrada em janeiro, devido às férias dos colaboradores e altas temperaturas do verão) de 08:00 às 16:00. Quando o portão da entrada estiver fechado, geralmente aos fins-de-semana e à noite, por gentileza não forçar a entrada. Fotografia da Pousada da REGUA - © REGUA Turistas praticando Birdwatching - © REGUA Pedimos para que entrem em contato pelos canais de comunicação da REGUA (whatsapp, mídias sociais e e-mails) para verificar disponibilidade de visita. Podem ser solicitados agendamentos de visita no estilo “day use” à REGUA, passeios pelas trilhas guiadas e não guiadas, visitas por motivo de pesquisa, workshops e cursos e hospedagem.
- 2 | Serviços Ecossistêmicos
Um dos principais objetivos da REGUA, desde sua criação, foi desenvolver um programa de sensibilização ambiental que envolvesse todas as comunidades inseridas na bacia do Rio Guapiaçu. A ideia principal é despertar o desejo de conservação dos remanescentes da Mata Atlântica na região através do fomento do conhecimento e reconhecimento do seu inestimável valor biológico e dos seus serviços ambientais. VOLTAR A BASE DO CONHECIMENTO 2) Serviços Ecossistêmicos A natureza, composta pelos ambientes e os seres vivos, realiza os chamados “Serviços ecossistêmicos” , a partir do funcionamento integrado de todos os elementos naturais. Os seres humanos utilizam esses serviços para o desenvolvimento de suas atividades e para o bemestar. São serviços ecossistêmicos: Comida: a biodiversidade e os ecossistemas em equilíbrio (floresta e solo saudável, insetos polinizadores, controle biológico de pragas e doenças) ajudam a produzir alimentos; Clima, água e chuvas equilibradas: As árvores ajudam no equilíbrio climático e na conservação do solo, favorecendo a produção de água de qualidade. A presença de florestas contribui para reduzir a intensidade das chuvas que atingem o solo e aumentam a infiltração de água, reduzindo as inundações e evitando que as nascentes sequem (veja também o capítulo 2!); Solo fértil e ar puro: folhas e raízes mantêm o solo firme, evitando erosão. As plantas produzem oxigênio e reduzem o gás carbônico da atmosfera; Lazer e cultura: a natureza é boa para descansar e aprender, inclusive pode ser usada como terapia para a mente. Também é importante como registro histórico e tradições, além da beleza cênica e aventuras.
- Ampliação da REGUA | REGUA
Uma das linhas de atuação da REGUA consiste na aquisição de propriedades vizinhas, inseridas na mesma bacia, com o objetivo de que estas áreas sejam restauradas e preservadas, favorecendo a fauna e flora local, e contribuindo também, para a preservação da alta bacia hidrográfica Guapi-Macacu, que engloba os dois principais rios da região, Guapiaçu e Macacu, importantes unidades de abastecimento hídrico para a porção leste da região Metropolitana do Rio de Janeiro. AMPLIAÇÃO DA REGUA A REGUA tem como missão institucional a proteção e conservação dos remanescentes florestais de Mata Atlântica na bacia do rio Guapiaçu. Desta maneira, uma de suas linhas de atuação consiste na aquisição de propriedades vizinhas, inseridas na mesma bacia, com o objetivo de que estas áreas sejam restauradas e preservadas, favorecendo a fauna e flora local, e contribuindo também, para a preservação da alta bacia hidrográfica Guapi-Macacu, que engloba os dois principais rios da região, Guapiaçu e Macacu, importantes unidades de abastecimento hídrico para a porção leste da região Metropolitana do Rio de Janeiro. Estas ações permitiram uma expansão da área total da Reserva. O programa de restauração florestal teve início em 2004, e está focado na recuperação de ecossistemas florestais em áreas degradadas de encostas e de baixadas, incluindo também ecossistemas lênticos originais em Áreas de Preservação Permanente - APP, como nascentes, beiras de rio e brejos. Para isso, a REGUA conta com importantes parceiros como o Brazilian Rainforest Trust, World Land Trust, Saving Nature, Petrobras, SOS Mata Atlântica, Iniciativa Verde, WWF-Brasil, Ecosia, INEA e CEDAE. A área original da REGUA em 2005, representada pelo mapa superior, era de aproximadamente 2900 hectares, atualmente chegando a uma área de aproximadamente 8.000 hectares, como pode ser visto no segundo mapa, na parte inferior.
- Jovens-Guardas | REGUA
O Programa Jovens Guardas tem como objetivo sensibilizar para uma atuação mais responsável diante da sociedade e meio ambiente. Assim, promove valor e a necessidade de cooperação perante a situação ambiental. Além de fomentar a curiosidade dos alunos sobre a biodiversidade local, respeitando e colaborando para a reintrodução da fauna e flora. Conscientizar sobre a importância da restauração florestal para preservação da biodiversidade local e qualidade de vida. JOVENS-GUARDAS O Programa Jovem Guarda tem como objetivo sensibilizar para uma atuação mais responsável diante da sociedade e meio ambiente. Assim, promove valor e a necessidade de cooperação perante a situação ambiental. Além de fomentar a curiosidade dos alunos sobre a biodiversidade local, respeitando e colaborando para reintrodução da fauna e flora. Favorece a importância da restauração florestal para preservação da biodiversidade local e qualidade de vida. Dessa forma, remeter a comunidade local a importância sobre a conservação da bacia do rio Guapiaçu. Alunos do Jovem Guarda recebendo o Boletim verde - © REGUA O programa acontece três vezes na semana, totalizando 9 horas semanais com 12 alunos por turma. Toda as aulas são baseadas também nos instrumentos pedagógicos do escotismo, que está inserido na educação não-formal, assim, (GOHN, 2014, p. 40): (...) A educação não-formal é aquela que se aprende ‘no mundo da vida’, via os processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações coletivos cotidianas. Nossa concepção de educação não formal articula-se ao campo da educação cidadã. – a qual no contexto escolar pressupõe a democratização da gestão e do acesso à escola, assim como a democratização do conhecimento. Na educação não-formal, essa educação volta-se para a formação de cidadãos(ãs) livres, emancipados, portadores de um leque diversificados de direitos, assim como de deveres para com o(s) outro(s). Dessa forma, todas as aprendizagens têm como pressuposto serem significativas e contribuir para o fortalecimento da cidadania. Não obstante, são seguidos os seguintes valores, presentes também na União dos Escoteiros do Brasil, como: (...) Diversidade – Respeito às diferenças, em suas várias dimensões, e defesa permanente dos direitos humanos. Honestidade – Respeito aos preceitos legais, morais, justos e éticos em todas as ações e relações. Democracia – Promoção do engajamento de todos e compartilhamento de opiniões, na busca de posições e decisões resultantes da reflexão coletiva. Inclusão – Adequação para acolher as diferentes características e necessidades das pessoas que compõem a sociedade. Inovação – Capacidade de implementar novas ideias e buscar soluções criativas para êxito e permanente atualização da organização. Compromisso – Empenho com a transformação social, com a educação infantojuvenil e impacto gerado nas comunidades. Sustentabilidade – Responsabilidade com o meio ambiente, os recursos e a sociedade, e adoção de práticas sustentáveis. Cooperação – Disposição em compartilhar experiências, valorizar o trabalho coletivo e manter relacionamentos com outras instituições. Transparência – Ações visíveis e claras na gestão da organização e dos recursos em todos os níveis. (“União dos Escoteiros do Brasil - Atados | Plataforma de Voluntariado”, 2022) Serão contemplados 36 alunos moradores das comunidades do entorno da REGUA que possuem de 07 a 15 anos. Oficina de confecção de máscaras da fauna da Mata Atlântica com as educadoras Josiane Silva, Yasmim Xavier e alunos do Jovem guarda - © REGUA Alunos do programa Jovem guarda - © REGUA
- Conteúdo Mais Aprofundado | REGUA
Um dos principais objetivos da REGUA, desde sua criação, foi desenvolver um programa de sensibilização ambiental que envolvesse todas as comunidades inseridas na bacia do Rio Guapiaçu. A ideia principal é despertar o desejo de conservação dos remanescentes da Mata Atlântica na região através do fomento do conhecimento e reconhecimento do seu inestimável valor biológico e dos seus serviços ambientais. Conteúdos mais aprofundados Voltar Informações aprofundadas, adicionais e bibliografia ? Folheto REPLÂNTICA - Proprietários Rurais.pdf Folheto REPLÂNTICA - Sociedade Civil.pdf Folheto REPLÂNTICA - Primeiro Setor.pdf Folheto REPLÂNTICA - Mulheres no Campo.pdf Folheto REPLÂNTICA - Comunidade local.pdf
- Pesquisa | REGUA
Criar um inventário abrangente das espécies da Reserva parece relativamente fácil, mas a inacessibilidade de grande parte do terreno e a natureza furtiva de muitas delas torna difícil o levantamento até dos grupos mais fáceis, como as aves. PESQUISA Criar um inventário abrangente das espécies da Reserva parece relativamente fácil, mas a inacessibilidade de grande parte do terreno e a natureza furtiva de muitas delas torna difícil o levantamento até dos grupos mais fáceis, como as aves. Após vinte anos de visitas regulares de observadores de aves experientes, novas espécies ainda estão sendo encontradas na Reserva, podendo haver mais outras 30 espécies de altitude por descobrir nas áreas montanhosas. Embora os visitantes possam contribuir com registros importantes da fauna local, o trabalho de buscar e identificar morcegos, anfíbios, répteis, insetos e plantas compete essencialmente aos profissionais e estudantes universitários que hoje em dia são frequentadores regulares da REGUA. Histórico A REGUA sempre se esforçou em estreitar relações de trabalho com instituições de Pesquisa e Educação. A Reserva oferece um ambiente seguro, com habitats de alta qualidade para a realização de estudos, além de acomodação, a preço acessível, e refeições, além de apoio logístico. No entanto, a REGUA obtém os resultados e dados publicados do trabalho realizado, os quais melhoram a compreensão do meio ambiente e da biodiversidade que está protegendo. Pesquisadores configurando uma armadilha fotográfica - © REGUA Em 2001 o Museu Nacional do Rio de Janeiro realizou a primeira pesquisa científica na REGUA - após alguns inventários preliminares de aves que levaram ao estabelecimento da Reserva - realizando um inventário de aracnídeos e peixes. Embora nenhuma espécie nova para a Ciência tenha sido descoberta, a pesquisa confirmou a alta qualidade das florestas da região, assinalando a Reserva como um local adequado para futuras pesquisas. Pesquisadores da URFJ realizando estudos de Limnologia - © REGUA Pesquisadores da FIOCRUZ estudando a população de morcegos - © REGUA Em 2002, foi assinado um acordo de cooperação com a Universidade Maria Teresa de Niterói (FAMATh) e a Universidade da Serra dos Órgãos (FESO) em Teresópolis. Durante dois anos, a REGUA recebeu mais de 20 estudantes de Biologia e Ciências Veterinárias (Departamento de Fauna Silvestre) que ajudaram a compilar um inventário de espécies animais usando métodos de campo básicos e baratos, como armadilhas e câmaras fotográficas, redes de neblina e caminhadas básicas de observação. Os resultados finais foram publicados em duas teses com listas de espécies e sua distribuição geográfica. Com a criação do PETP, a REGUA assinou seu primeiro convênio de cooperação com o INEA (na época o Instituto Estadual de Florestas (IEF)), permitindo a continuação de todas as pesquisas na reserva. Em 2003, Eduardo Rubião juntou-se à equipe da REGUA para coordenar a pesquisa o que se revelou fundamental para estabelecer a rede de trilhas e treinar os guardas florestais no trabalho básico de monitoramento. Também em 2003, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em conjunto com o Instituto BIOMAS, realizou as primeiras pesquisas de anfíbios e répteis na REGUA. Em 2003-04, a REGUA convidou o ornitólogo brasileiro Dr. Fábio Olmos para realizar um levantamento de todas as espécies de aves presentes na Reserva. Este estudo confirmou que a REGUA atendia aos critérios da Birdlife Brazil para ser listada como Área Importante de Aves (IBA) com uma extensa lista de aves endêmicas, raras ou ameaçadas de extinção. Essa pesquisa também ajudou a promover a REGUA como um excelente local potencial para a reintrodução do Mutum-do-Sudeste Crax blumenbachii no estado do Rio. Pesquisadores da UERJ realizando estudos de Limnologia - © REGUA Pesquisador Inglês realizando monitoramento de aves - © REGUA Em 2005 foi restaurada a área dos alagados na antiga Fazenda São José, proporcionando ao professor Tim Moulton da UERJ uma excelente oportunidade para monitorar e pesquisar a evolução e as mudanças na biota junto com o metabolismo aquáticos, incluindo condutividade, temperatura, pH e concentração de oxigênio. A pesquisa também constatou que durante esse período ocorreu um aumento do número de espécies de Ephemeroptera, Odonata e Hemiptera. Entre 2006-07 começaram os projetos de monitoramento do Muriqui, Brachyteles arachnoides na REGUA. André Lanna, da UFRJ, encontrou uma população tendo podido fazer várias boas observações que resultaram em um dos primeiros artigos científicos publicados sobre a reserva em 2007, na revista Neotropical Primates: Avistamentos adicionais da população de muriqui (Brachyteles arachnoides Geoffroy, 1806) na Reserva Ecológica de Guapiaçu – REGUA, Cachoeiras de Macacu – Rio de Janeiro, Brasil. O Muriqui era abundante em toda a Mata Atlântica do Brasil, mas agora está listado como ameaçado de extinção pelos critérios da IUCN e acredita-se que este número seja inferior a 1.000 indivíduos nesse bioma. Entre 2007 e 2011, a reputação da REGUA continuou crescendo no meio acadêmico, tendo recebido em média três novos projetos de pesquisa por ano, e três novas instituições (UNIFESO Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Universidade de Leipzig) passaram a estudar na REGUA. A maioria desses estudos se concentrou na fauna de vertebrados (principalmente herpetologia e ornitologia), com estudos únicos de palmeiras e outro sobre a geomorfologia do vale. A partir do ano de 2012, houve uma explosão da demanda por cursos profissionais, como o Selvagem em Foco que se dá até os dias de hoje, e as disciplinas de campo de diferentes universidades. A FIOCRUZ também passou a realizar suas atividades de campo na REGUA; e é interessante notar que a variedade de assuntos pesquisados se expandiu para a fauna de peixes de água doce, artrópodes (aranhas, besouros, borboletas, formigas, moscas, mosquitos e libélulas), botânica (Melastomataceae, bromélias e outras epífitas), ecologia de ecótonos de reflorestamento em parcelas permanentes ao redor das zonas úmidas, estudos baseados em carbono e até projetos em sociologia (o impacto de reservas naturais privadas nas comunidades locais). Doutoranda da UERJ analisando sua amostra de campo - © REGUA Pesquisadores da UERJ realizando estudos de ecologia de anfíbios - © REGUA Outros pesquisadores passaram a realizar seus projetos de pesquisa aqui, tais como os alunos do Projeto Mantis que se especializaram na ecologia dos Louva-a-Deus, alunos que contribuem para o PELD - Pesquisas Ecológicas de Longa Duração, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Florestal (LEF) / UNIRIO, e pesquisadores do Laboratório de Pesquisas e Estudos em Reflorestamentos (LAPER), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Além de vários artigos e artigos publicados em periódicos e revistas, também foram publicados guias, como a publicação Serra do Órgãos - sua história e suas orquídeas, de 2006, o guia para a identificação de hawkmoths (Sphingidae), publicado em 2011, e outros dois livros sobre Odonata e Aves, que foram publicados em 2015. Em 2020, o guia de Borboletas da Serra dos Órgãos foi lançado, assim como a segunda edição do guia de identificação de aves Aves do Sudeste do Brasil.
- Environmental Education | REGUA
Um dos principais objetivos da REGUA, desde sua criação, foi desenvolver um programa de sensibilização ambiental que envolvesse todas as comunidades inseridas na bacia do Rio Guapiaçu. A ideia principal é despertar o desejo de conservação dos remanescentes da Mata Atlântica na região através do fomento do conhecimento e reconhecimento do seu inestimável valor biológico e dos seus serviços ambientais. Âncora 1 Âncora 1 1/10 O Programa de Educação Ambiental (EA) na REGUA teve início em 2004 com visitas frequentes as escolas inseridas na alta bacia do Rio Guapiaçu. Um dos primeiros tópicos apresentados as crianças e jovens foi o relacionado a caça predatória e seus malefícios ao meio ambiente. O Programa de Educação Ambiental é dividido em quatro partes, sendo elas: · Visitas Escolares · Programa Bebê Natureza; · Programa Jovens Guardas; · Programa Sou(L); Importante salientar que independente do programa de Educação Ambiental apresentado, a comunidade local é e se faz presente como público-alvo para todas as ações. Assim, o fortalecimento do diálogo com as comunidades ocorre também pelas ações da Educação Ambiental, o que favorece a construção de estratégias pela participação ativa dos moradores nas atividades apresentadas. Através do diálogo com a comunidade, pode se resultar em ações coletivas para resolução dos problemas ambientais da região. Visando a inclusão de mais pessoas em contato com a natureza, a REGUA oferece a primeira trilha adaptada para pessoas com deficiência do município de Cachoeiras de Macacu. (...) O contato com a natureza melhora todos os marcos mais importantes de uma infância saudável – imunidade, memória, sono, capacidade de aprendizado, sociabilidade, capacidade física – e contribuiu significativamente para o bem-estar integral das crianças e jovens. As evidências apontam que os benefícios são mútuos: assim como as crianças e adolescentes precisam da natureza, a natureza precisa das crianças e jovens. (Programa Criança e Natureza e Sociedade Brasileira de Pediatria, 2019) EDUCAÇÃO AMBIENTAL Um dos principais objetivos da REGUA, desde sua criação, foi desenvolver um programa de sensibilização ambiental que envolvesse todas as comunidades inseridas na bacia do Rio Guapiaçu. A ideia principal é despertar o desejo de conservação dos remanescentes da Mata Atlântica na região através do fomento do conhecimento e reconhecimento do seu inestimável valor biológico e dos seus serviços ambientais. VISITAS ESCOLARES A visita da unidade de ensino à REGUA é oferecida em uma trilha interpretativa e adaptada para pessoas com deficiência que funciona como uma sala de aula viva. O percurso tem início no viveiro e na sequência entramos em uma área restaurada há mais de 15 anos. A partir daí, tem início a abordagem de temas interdisciplinares, como o ciclo da água, a importância de bioindicadores, biodiversidade, solos e temas correlatos. Sensibilizar os estudantes para uma atuação mais responsável diante da sociedade e meio ambiente através de atividades e dinâmicas nas trilhas que favorecem a integração homem e natureza. Correlacionar as ações que a REGUA proporciona, através das suas diversas áreas de atuação, com suas contribuições a conservação da biodiversidade local e toda vida representada. Durante todo o percurso os estudantes são envolvidos pelas atividades e dinâmicas que aguçam os sentidos e que proporcionam a integração mente, corpo e natureza. Assim, o aprendizado sequencial é a principal metodologia usada para nas trilhas ecológicas presentes na sede da REGUA, na qual promove o contato direto com a natureza, por meio das suas atividades que encantam os envolvidos. Alunos e equipe REGUA em evento de educação ambiental "500 mudas, com educação tudo muda" - © REGUA Para Joseph Cornell (2005) o aprendizado sequencial ocorre a partir de quatro estágios, respectivamente: despertar o entusiasmo, concentrar a atenção, dirigir a experiências e compartilhar a inspiração. Nesse contexto, existe uma imersão junto a natureza para que o indivíduo consiga se conectar e interagir com tudo que a natureza pode compartilhar para uma melhor qualidade de vida. Alunos do colégio Ernestina no evento "500 mudas, com educação tudo muda" - © REGUA Os participantes conseguem aprender se divertindo na natureza. Promovendo uma aproximação entre teoria e prática, favorecendo a saúde mental e física, sensibilizando dos problemas ambientais, na qual proporciona mais interesse para as consequências que ações humanas estão provocando e suas possíveis soluções a partir de mudanças de atitudes e comportamentos. Para agendar sua visita escolar, entre em contato: Email: educacao@regua.org.br WhatsApp: +55 21 96916-0078 Imagem representativa sobre o aprendizado sequencial - © REGUA JOVENS-GUARDAS O Programa Jovem Guarda tem como objetivo sensibilizar para uma atuação mais responsável diante da sociedade e meio ambiente. Assim, promove valor e a necessidade de cooperação perante a situação ambiental. Além de fomentar a curiosidade dos alunos sobre a biodiversidade local, respeitando e colaborando para reintrodução da fauna e flora. Favorece a importância da restauração florestal para preservação da biodiversidade local e qualidade de vida. Dessa forma, remeter a comunidade local a importância sobre a conservação da bacia do rio Guapiaçu. Alunos do Jovem Guarda recebendo o Boletim verde - © REGUA O programa acontece três vezes na semana, totalizando 9 horas semanais com 12 alunos por turma. Toda as aulas são baseadas também nos instrumentos pedagógicos do escotismo, que está inserido na educação não-formal, assim, (GOHN, 2014, p. 40): (...) A educação não-formal é aquela que se aprende ‘no mundo da vida’, via os processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações coletivos cotidianas. Nossa concepção de educação não formal articula-se ao campo da educação cidadã. – a qual no contexto escolar pressupõe a democratização da gestão e do acesso à escola, assim como a democratização do conhecimento. Na educação não-formal, essa educação volta-se para a formação de cidadãos(ãs) livres, emancipados, portadores de um leque diversificados de direitos, assim como de deveres para com o(s) outro(s). Dessa forma, todas as aprendizagens têm como pressuposto serem significativas e contribuir para o fortalecimento da cidadania. Não obstante, são seguidos os seguintes valores, presentes também na União dos Escoteiros do Brasil, como: (...) Diversidade – Respeito às diferenças, em suas várias dimensões, e defesa permanente dos direitos humanos. Honestidade – Respeito aos preceitos legais, morais, justos e éticos em todas as ações e relações. Democracia – Promoção do engajamento de todos e compartilhamento de opiniões, na busca de posições e decisões resultantes da reflexão coletiva. Inclusão – Adequação para acolher as diferentes características e necessidades das pessoas que compõem a sociedade. Inovação – Capacidade de implementar novas ideias e buscar soluções criativas para êxito e permanente atualização da organização. Compromisso – Empenho com a transformação social, com a educação infantojuvenil e impacto gerado nas comunidades. Sustentabilidade – Responsabilidade com o meio ambiente, os recursos e a sociedade, e adoção de práticas sustentáveis. Cooperação – Disposição em compartilhar experiências, valorizar o trabalho coletivo e manter relacionamentos com outras instituições. Transparência – Ações visíveis e claras na gestão da organização e dos recursos em todos os níveis. (“União dos Escoteiros do Brasil - Atados | Plataforma de Voluntariado”, 2022) Serão contemplados 36 alunos moradores das comunidades do entorno da REGUA que possuem de 07 a 15 anos. Oficina de confecção de máscaras da fauna da Mata Atlântica com as educadoras Josiane Silva, Yasmim Xavier e alunos do Jovem guarda - © REGUA Alunos do programa Jovem guarda - © REGUA BEBÊ NATUREZA O programa Bebê Natureza iniciou em agosto de 2022 e tem como objetivo o fortalecimento do vínculo da criança com a natureza. O Marco Legal da Primeira Infância, LEI Nº 13.257, DE 8 DE MARÇO DE 2016. é a premissa do programa que tem como seu público alvo, crianças de 0 a 6 anos, “ em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano”. São realizados 6 encontros: primeiro encontro (Grávidas e puérperas), segundo encontro (crianças de 1 e 2 anos), terceiro encontro (crianças de 3 anos), quarto encontro (crianças de 4 anos), quinto encontro (crianças de 5 anos) e sexto encontro (crianças de 6 anos). Acervo - © REGUA Durante os encontros do programa os participantes vivenciam momentos de conexão com a natureza junto a equipe composta por profissionais da saúde e educação ambiental. Cada público possui cronogramas e atividades específicas que contribuem para o bem-estar das famílias, fortalecendo a importância do contato da primeira infância com a natureza para a qualidade de vida. Fazendo com que cada participante se reconheça como parte de um ciclo contínuo para uma melhor qualidade de vida. Acervo - © REGUA Sou(L) “Sou vem do verbo SER. O mesmo que: existo, aconteço, vivo, faço, relaciono, significo, represento, estou.” E SouL, significa alma em inglês. Integrar o ser, a alma e a natureza fazem parte da existência humana, todos estão conectados. O Programa "Sou(L)" é uma iniciativa multifacetada que tem como objetivo geral promover a qualidade de vida e a integração harmoniosa do ser humano com a natureza. Este programa é dedicado a fomentar uma conexão mais profunda e consciente entre a comunidade local e a Reserva Ecológica de Guapiaçu. Por meio de atividades de plantio, capacitações, cursos e eventos voltados para a comunidade circundante, almejamos alcançar um equilíbrio sustentável entre o desenvolvimento humano e a preservação do meio ambiente. Moradores da comunidade do Morro Frio plantando mudas na área "Solar da REGUA" - © REGUA Âncora 1 Âncora 1
- Viveiro | REGUA
O viveiro da REGUA possui capacidade de produção de 100.000 mudas ao ano. Nele, a maioria das espécies têm suas sementes coletadas na região, em fragmentos de florestas maduras da reserva e do seu entorno, onde as melhores matrizes são selecionadas. VIVEIRO O viveiro da REGUA possui capacidade de produção de 100.000 mudas ao ano. Nele, a maioria das espécies têm suas sementes coletadas na região, em fragmentos de florestas maduras da reserva e do seu entorno, onde as melhores matrizes são selecionadas. Tal fato ressalta a importância do resgate genético para a conservação das espécies da flora, sobretudo aquelas consideradas raras e ameaçadas de extinção, como a garapa (Apuleia leiocarpa); o jequitibá-rosa (Cariniana legalis), considerada a maior espécie arbórea da Mata Atlântica; o cedro-rosa (Cedrela fissilis); a bapeba-imperial (Chrysophyllum imperiale); o jequitibá-açu (Couratari pyramidata), que ocorre apenas na Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro; o jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra); a palmeira-juçara (Euterpe edulis); o pau-brasil (Paubrasilia echinata); e a cupã (Pouteria butyrocarpa). Viveirista coletando sementes - © REGUA A nossa produção de mudas, além da qualidade genética da matéria prima (semente) possui o registro oficial obrigatório para qualquer produtor de mudas chamado Renasem(Registro Nacional de Sementes e Mudas). Esse registro é solicitado pelo Ministério da Agricultura e tem a finalidade de habilitar legalmente quem exerce atividade de produção de mudas e coleta de sementes. Esse registro é muito importante para transparência na oferta final do melhor e ”principal” produto da cadeia da restauração florestal, que é uma árvore de qualidade, com a garantia de sobrevivência e perpetuidade na natureza. *Nossas mudas são totalmente destinadas aos nossos programas de restauração, e por este motivo, não podemos realizar doações. Mudas na área de rustificação - © REGUA
