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  • Base do Conhecimento Replântica | REGUA

    Um dos principais objetivos da REGUA, desde sua criação, foi desenvolver um programa de sensibilização ambiental que envolvesse todas as comunidades inseridas na bacia do Rio Guapiaçu.    A ideia principal é despertar o desejo de conservação dos remanescentes da Mata Atlântica na região através do fomento do conhecimento e reconhecimento do seu inestimável valor biológico e dos seus serviços ambientais. A restauração ecológica da floresta é um processo complexo que requer conhecimento técnico e ecológico. No entanto, há muitos outros temas relacionados com a restauração ecológica da floresta. É essencial compreender as suas importâncias e interações com a natureza e a sociedade. Aqui você pode saber mais sobre a restauração florestal em si e as áreas de conhecimento relacionadas. 1 BIODIVERSIDADE 7 MONITORAMENTO DE FAUNA 2 SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS 8 TURISMO RURAL 3 MUDANÇAS CLIMÁTICAS 9 PFNM E BIOJOIAS 4 BACIAS HIDROGRÁFICAS 10 EMPREENDEDORISMO 5 A PAISAGEM RURAL E... 11 CAR 6 SISTEMAS AGROFLORESTAIS 12 PSA RESTAURAÇÃO FLORESTAL ACESSE INFORMAÇÃO DIDÁTICA ACESSE CONTEÚDOS MAIS APROFUNDADOS

  • 9 | Produtos Florestais Não-Madeireiros (PFNM) e Biojoias

    VOLTAR A BASE DO CONHECIMENTO 9) Produtos Florestais Não-Madeireiros (PFNM) e Biojoais Quais PFNM você conhece ou utiliza? Os Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM) são recursos naturais encontrados em florestas que não são a madeira em si. Isso inclui uma vasta gama de itens como frutas, sementes, resinas, óleos essenciais, fibras, cogumelos, mel, plantas medicinais e ornamentais. Basicamente, tudo que a floresta oferece e que não precisa do corte da árvore para ser coletado. A r elação entre os PFNM e a restauração florestal é uma via de mão dupla e representa uma oportunidade de negócio promissora e sustentável. Ao invés de simplesmente plantar árvores para recuperar uma área degradada, a estratégia de restauração florestal pode ser pensada para incluir espécies que gerem PFNM. Alguns exemplos de aplicação: Restauração com Foco em PFNM: Em vez de plantar apenas espécies madeireiras de crescimento lento, a restauração incorpora árvores frutíferas nativas, plantas que produzem óleos essenciais ou fibras, e espécies que atraem abelhas para a produção de mel; Geração de Renda para Comunidades Locais: À medida que essas espécies crescem e produzem, as comunidades locais e os proprietários de terras podem coletar e comercializar esses PFNM. Isso cria uma fonte de renda sustentável, incentivando a proteção e o cuidado com a floresta restaurada; Valorização da Floresta em Pé: Com a renda gerada pelos PFNM, a floresta adquire um valor econômico contínuo, reduzindo a pressão para o desmatamento e incentivando práticas de manejo sustentável. É uma forma de mostrar que a floresta "em pé" vale mais do que "derrubada"; Diversificação e Resiliência: Áreas restauradas com foco em PFNM tendem a ser mais diversas em termos de espécies. Essa diversidade torna o ecossistema mais resiliente a doenças, pragas e mudanças climáticas. Em resumo, a restauração florestal pode ir além do benefício ambiental, tornando-se também uma ferramenta de desenvolvimento econômico local ao integrar a produção de Produtos Florestais Não Madeireiros. É uma forma inteligente de unir a conservação com a geração de renda , criando um ciclo virtuoso de sustentabilidade. Biojoias As biojoias representam peças de adorno pessoal confeccionadas predominantemente com matérias-primas de origem orgânica e renovável, provenientes da biodiversidade. Essa definição abrange uma vasta gama de materiais, incluindo sementes, fibras naturais, madeiras certificadas, cascas, cipós, folhas, resinas vegetais, ossos e chifres de manejo sustentável, entre outros elementos da flora e fauna , sempre respeitando as regulamentações ambientais e os princípios do comércio justo. As biojoias desempenham um papel crucial na cadeia produtiva da restauração florestal, atuando como um incentivo econômico para a conservação e a recuperação de ecossistemas degradados . A produção de biojoias demanda uma variedade de PFNM, como sementes (açaí, jarina, olho- de-boi), fibras (piaçava, buriti), e outros elementos que são colhidos de forma sustentável em áreas de restauração ou manejo florestal comunitário. Essa demanda agrega valor a esses recursos, tornando a floresta em pé economicamente atrativa. Colar de Açaí e Paxiúba Foto: Biojoias Las Tribus Colar de Tucumã , Olho-de-boi e Açaí Foto: Biojoias Las Tribus A coleta, o beneficiamento e a confecção de biojoias criam oportunidades de trabalho e renda para as populações que vivem próximas às áreas de restauração. Essa atividade econômica alternativa fortalece o vínculo das comunidades com a floresta, incentivando sua proteção e manejo responsável. Para garantir o suprimento contínuo de matérias-primas para as biojoias, há necessidade do cultivo de espécies nativas , em sistemas agroflorestais ou em áreas em processo de restauração. O Brasil, com sua vasta e rica biodiversidade, é um dos maiores produtores de biojoias do mundo . A criatividade dos artesãos, aliada à riqueza dos biomas brasileiros, resulta em peças únicas e cheias de significado. As principais biojoias brasileiras são confeccionadas a partir de uma diversidade impressionante de materiais naturais, muitas vezes coletados de forma sustentável no chão das florestas, evitando o corte de árvores. Materiais Mais Comuns e Exemplos de Biojoias: Sementes: São, sem dúvida, os materiais mais populares e variados nas biojoias brasileiras, cada uma com suas cores, texturas e significados. Açaí: As sementes do fruto do açaizeiro, de cor escura e formato arredondado, são amplamente utilizadas em colares, pulseiras e brincos. Jarina (Marfim Vegetal): Uma semente branca e muito dura, que lembra o marfim, é lapidada e polida para criar peças sofisticadas, como anéis e pingentes. Castanha-do-Pará (ou Castanha-do-Brasil): Além de ser um alimento valioso, a casca e a própria semente são usadas em peças maiores e com textura marcante. Olho-de-boi: Semente grande e brilhante, com um tom terroso, frequentemente usada em colares e como talismã. Tucumã: Semente escura e resistente, comum na Amazônia, usada em diversas joias. Pinhão: A semente da araucária é bastante utilizada na região Sul. Outras sementes: Tento-carolina, murumuru, jatobá, babaçu, buriti, lágrimas de Nossa Senhora, morototó, entre muitas outras, oferecem uma infinidade de possibilidades de cores e formatos. Fibras Naturais: A flexibilidade e a resistência das fibras brasileiras as tornam ideais para tecelagens e tramas em biojoias. Capim Dourado: Originário do Jalapão (Tocantins), é uma fibra vegetal com brilho natural que se assemelha ao ouro, utilizada em peças sofisticadas como brincos, colares e bolsas. Piaçava: Fibras resistentes da palmeira, usadas para criar texturas rústicas em colares e pulseiras. Fio de Buriti: As fibras da palmeira buriti são trançadas para formar cordões, brincos e pulseiras. Cipós e Palhas: Diversos tipos de cipós e palhas (como a da bananeira) são utilizados em tramas, cestarias e adornos. Madeiras e Cascas: Madeiras de reflorestamento ou de reaproveitamento, bem como cascas de árvores e cocos, são transformadas em contas, pingentes e elementos texturizados. Casca de Coco: Frequentemente descartada, a casca de coco é polida e pode ser usada em seu formato natural ou banhada em metais, conferindo um toque rústico e elegante. Madeiras Certificadas ou de Reuso: Utilizadas para contas, bases de brincos ou elementos entalhados. Outros Materiais Orgânicos Pele de Peixe (curtida): Embora menos comum que as sementes, a pele de peixes como a tilápia, antes descartada, é curtida e tingida, resultando em um material resistente e com textura única para acessórios. Chifre de Boi: Utilizado de forma sustentável (de animais que morrem naturalmente ou de rebanhos de corte), o chifre é lapidado e polido, dando origem a peças com design orgânico e sofisticado. Pena de Aves: Penas de aves, principalmente as que caem naturalmente no período de muda, são usadas em peças mais leves e coloridas, sempre com a devida certificação e respeito às leis ambientais. Resinas Naturais: Algumas resinas vegetais podem ser utilizadas para dar acabamento, tingir ou mesmo compor as peças. As biojoias brasileiras não são apenas adornos; elas são uma expressão da nossa cultura, da nossa biodiversidade e do compromisso com a sustentabilidade . Ao escolher uma biojoia, você está carregando um pedaço do Brasil e contribuindo para a valorização das comunidades e a preservação dos nossos biomas. Colar de Tucumã , Castanha do Pará, entre outras. Foto: Biojoias Las Tribus Colar de Tucumã , Castanha do Pará e Jarina laminada. Foto: Biojoias Las Tribus

  • Restauração Florestal Replântica | REGUA

    VOLTAR A BASE DO CONHECIMENTO Restauração Florestal ? O objetivo principal da restauração é trazer de volta o equilíbrio da natureza, fazendo com que o ambiente volte a ser saudável e funcione bem. Ela também tenta recuperar parte da vida natural da região e ajudar os processos naturais da floresta a acontecerem de novo, com o crescimento de novas árvores e plantas. A restauração florestal (ou seja, plantar mudas e cuidar para virar árvores e recuperar áreas verdes) pode ser feito por vários motivos, como: Proteger os animais e plantas que vivem ali (biodiversidade); Cuidar das fontes de água; Ajudar a diminuir os efeitos das mudanças do clima; Melhorar os benefícios que a natureza nos dá, como ar puro e solo fértil; Trocar o jeito antigo de plantar por um sistema mais variado e saudável; Conseguir certificações para vender produtos em certos mercados; Compensar danos que já foram feitos à natureza. Há várias técnicas para formação de povoamentos florestais, para no futuro virar floresta: Plantio de mudas de espécies arbóreas em área total. Semeadura direta de espécies nativas (muvuca de sementes). Adensamento / enriquecimento da vegetação nativa regenerante com o plantio de mudas e/ou semeadura direta com espécies arbóreas. Sistemas Agroflorestais (SAF) são formas de usar a terra de um jeito que mistura árvores, plantas de comida e, às vezes, criação de animais, tudo junto ou em fases. A ideia é produzir mais, sem destruir a natureza, e manter a terra fértil por muito tempo. Esses sistemas devem respeitar o jeito de viver da população local e usar o conhecimento dos agricultores sobre o que plantar e como vender. Por isso, não existe um modelo único - cada lugar tem que pensar em um jeito que funcione bem ali. Agrofloresta é plantar alimentos dentro da floresta. É mais raro no Brasil. Exemplo: plantar cacau ou erva-mate em áreas de capoeiras ralas. Já plantar ou cuidar de árvores da própria floresta, como a palmeira Jussara, não é agrofloresta. Isso é chamado de enriquecimento da floresta, pois serve para aumentar o valor e o uso da mata, mas sem misturar com culturas agrícolas. As principais etapas da restauração florestal incluem: Diagnóstico e planejamento: antes de começar com a restauração é fundamental analisar as condições da área, como o grau de degradação do solo e da vegetação, a presença de regeneração natural, para então definir o método/técnica de restauração mais adequado. Seleção do método geral de restauração florestal: Passiva: condução da regeneração com ações de manejo mais intensas ou menos intensas. Ativa: plantio de mudas e/ou semeadura direta. O que deve ser considerado durante a implementação? Qualidade de sítio florestal: É o conjunto de coisas que influenciam o quanto um lugar pode produzir, como plantas e árvores. Essa capacidade depende de fatores da natureza, como o tipo de solo, a inclinação do terreno (se é plano ou inclinado), se o solo tem bastante ou pouca água, se há vegetação de diferentes tipos (ervas, arbustos e árvores), e se a natureza consegue se recuperar sozinha (regeneração natural). Preparo da área e do solo: Conjunto de práticas que, quando usadas corretamente, mantém ou aumentam a produtividade a médio e longo prazo (adubação), favorecendo o crescimento e o desenvolvimento das plantas, reduzem a erosão pela água e do vento e melhoram a relação custo-benefício dos recursos disponíveis. Seleção de espécies arbóreas para o plantio: Depende da qualidade do sítio, por exemplo drenagem do solo, dos objetivos da formação do povoamento (restauração das condições locais, prevenção de erosão etc.) do método aplicado. As espécies devem ser diversas e nativas, porque sustentam a fauna local, favorecem a regeneração natural e já estão adaptadas às condições climáticas locais. Espaçamento de plantio: É uma ferramenta importante para ajudar a formação do povoamento. Adubação de plantio e de cobertura: A maioria das árvores da Mata Atlântica não responde aos fertilizantes químicos normalmente utilizados na agricultura e na implantação de povoamentos de eucalipto, nem ao potássio como fertilizante complementar. Qualidade de mudas: Indicar os padrões de qualidade de mudas arbóreas (relação altura/diâmetro equilibrada, vigor, origem genética adequada) com foco em rendimento de plantio e transporte, para otimizar resultados e reduzir custos de implantação. Controle de pragas e plantas daninhas: Formigas cortadeiras precisam ser controladas antes, durante e após o plantio, até a formação do povoamento florestal. Importante frisar que formigas no ambiente trazem também benefícios ecológicos, então elas devem ser controladas e não combatidas. Plantas espontâneas que interferem no crescimento das árvores são consideradas ervas daninhas e devem ser controladas. Animais domésticos (gado, cavalos, cabras) representam outra ameaça às plantações, razão pela qual cercas são frequentemente necessárias. Monitoramento e manutenção: Após o plantio são necessários para acompanhar o crescimento das plantas e garantir que a restauração seja bem-sucedida. Incluem medições regulares do crescimento, o replantio de mudas onde houve falhas, tratos culturais para promover o estabelecimento dos povoamentos, e a construção e manutenção de aceiros para evitar incêndios. Seleção de mudas Foto: Prof. Paulo Leles Plantio de mudas Foto: Prof. Paulo Leles Conhecendo as plantas e suas famílias ? O sistema das famílias de plantas, a chamada “taxonomia ”, é uma forma de organizar e classificar todas as plantas que existem, separando elas em grupos segundo características parecidas. A ideia é juntar as plantas que têm coisas em comum, para entender melhor quais são parecidas e como elas estão relacionadas . Funciona como uma grande escada com vários degraus, indo do mais geral para o mais específico, o que a espécie. Para identificar espécies de árvores brasileiras, os cientistas olham características vegetais, como o formato das folhas, tipo da casca, flores, frutos, sementes, e até o jeito como a árvore cresce. Por exemplo, uma árvore pode ser identificada pelo formato e posição da folha no ramo — se ela é redonda, pontuda, composta e muito mais, ou pela cor, forma, posição e cheiro da flor. Então, com esse sistema, é possível dizer o nome certo de cada árvore (que é o nome científico) e saber a qual família ela pertence. Isso ajuda muito a evitar confusão, porque no Brasil uma mesma árvore pode ter vários nomes diferentes dependendo da região , mas o nome científico é o mesmo em todo lugar. Diferentes formas de folhas: a) simples, b) composta, c) recomposta ( bipinada), d) palmada (digitada). Sementes de espécies arbóreas e a produção de mudas ? A produção de mudas começa com a coleta das sementes das árvores. O mais importante na colheita de sementes para a produção de mudas arbóreas destinadas à restauração da Mata Atlântica é garantir qualidade e diversidade genética das sementes. Para isso, é necessário seguir os seguintes passos: Vigor e Diversidade genética: É preciso coletar sementes de árvores vigorosas (com características de bom crescimento e copa bem volumosa) no ambiente natural das árvores nativas, ou seja, diretamente na floresta. Se for possível coletar de muitas árvores diferentes para garantir que as mudas sejam saudáveis e diversas. Isso evita que futuras florestas tenham plantas muito “aparentadas”, o que pode prejudicar a resistência da mata. Coletar próximo ao local de plantio: Sempre que possível, as sementes devem ser colhidas em áreas naturais próximas ao local onde as mudas serão plantadas. Isso ajuda as plantas a se adaptarem melhor, pois já vêm de árvores com genética adequada ao clima, solo e outras condições daquele lugar. Época certa e respeito à natureza: A coleta deve ser feita no período certo, durante a frutificação, sem retirar todas as sementes de uma única árvore. É fundamental deixar parte das sementes para alimentar animais e garantir a regeneração natural da floresta. Cuidados no armazenamento: Após a coleta, é importante armazenar e secar bem as sementes, pois a umidade e o calor podem estragá-las rápido. Limpar, secar à sombra e guardar em locais frescos e ventilados ajudam a manter a qualidade. As principais etapas na produção de mudas de árvores podem ser resumidas como: Preparo do substrato: O substrato é o solo em que as sementes vão germinar. Ele deve ser preparado com materiais que garantam a nutrição das sementes e um ambiente saudável para o desenvolvimento das mudas, como terra vegetal, areia e compostos orgânicos. Semeadura: As sementes são colocadas em recipientes (saquinhos plásticos, tubetes ou bandejas) cheios de substrato e mantidas em viveiros, onde recebem água e proteção do sol intenso ou chuvas fortes. Para algumas espécies de árvores, é necessário primeiro imitar as condições do solo florestal (por exemplo, com muitas folhas secas). Depois de germinarem nesse ambiente, as pequenas mudas são transferidas para as saquinhos ou tubetes. Cuidados durante o crescimento: As mudas precisam de irrigação regular, controle de pragas e doenças, adubação quando necessário e remoção de ervas daninhas para garantir seu desenvolvimento saudável. Rustificação: Antes do plantio no local de restauração, as mudas passam por uma fase de adaptação, chamada rustificação. Nessa etapa, elas recebem menos água e passam por variações de luz e temperatura para ficarem mais resistentes às condições do campo.

  • Página Inicial | REGUA

    A REGUA é hoje uma das maiores restauradoras de ecossistemas florestais do estado do Rio de Janeiro. Destaca-se neste cenário com 470 hectares de áreas restauradas e 700 mil mudas plantadas, com uma diversidade de mais de 500 espécies. Conservação, proteção e restauração da Mata Atlântica na bacia do Rio Guapiaçu Nossa Missão Conservação, Preservação e Restauração da Mata Atlântica na bacia do rio Guapiaçu, Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, Brasil Nossa Visão Ser uma instituição solida com reconhecimento local, nacional e global pelas suas ações socioambientais na bacia do Rio Guapiaçu Nossos Valores Seriedade, Comprometimento, Respeito, Otimismo Narrado por Michael Palin, produzido por Verity White/Five Filmes, music por Matthew Sheeran. O vídeo foi gravado em 2015, e desde de então nós continuamos plantando mais árvores e expandindo nossas áreas. Para mais informações atualizadas, cheque o nosso site! O que fazemos? Conservação Protegemos a biodiversidade da Mata Atlântica ACESSAR Pesquisas Científicas Realizamos e apoiamos diversas pesquisas de diferentes áreas de estudo ACESSAR Restauração Florestal Atuamos na cadeia da restauração nas áreas da Reserva ACESSAR Ecoturismo Promovemos o ecoturismo, com ênfase na observação de aves e da natureza ACESSAR Educação Ambiental Implementamos programas integrados de educação ambiental ACESSAR Apoie Seu apoio nos ajuda a continuar protegendo e restaurando a Mata Atlântica. ACESSAR Nossas Conquistas 10.279 Hectares protegidos 1.002.000 Mudas plantadas 582 Hectares restaurados Alta Biodiversidade Muitos inventários de fauna e flora já foram realizados na REGUA. Assim podemos dizer com bastante propriedade que contamos com mais de 600 espécies da flora nativa, 485 espécies de aves, 73 espécies de anfíbios, 37 espécies de répteis, mais de 500 espécies de aranhas, 208 espécies de libélulas, 444 espécies de borboletas, 80 espécies de esfingídeos (família de mariposas), 32 espécies de formigas cortadeiras, 59 espécies de mosquitos, e 15 gêneros de louva-a-deus. Desde 2014 somos um Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica! Educação Ambiental Reintrodução da fauna localmente extinta A reintrodução de antas (Tapirus terrestris) na REGUA, uma espécie localmente extinta no Estado do Rio de Janeiro há muitos anos, teve início em 2017 com a chegada de três animais. O programa de reintrodução é coordenado pelo REFAUNA junto ao Laboratório de Ecologia e Manejo de Animais Silvestres do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (LEMAS-IFRJ). Atualmente, são 11 antas soltas na natureza e 3 bebês nascidos em liberdade nas áreas da REGUA! No passado também tivemos programas de reintrodução do Mutum-do-sudeste e do jacutinga que não tiveram continuidade. Temos muito orgulho de dizer que nos últimos 20 anos o nosso programa de educação ambiental cresceu e hoje em dia conta com diversas atividades para públicos diferentes. Contamos com a visitação escolar guiada, onde os alunos têm a chance de conhecer os pontos icônicos da REGUA como os "Alagados" e o Viveiro. O programa Jovem-Guarda, que envolve crianças e adolescentes que moram no entorno da REGUA. Recentemente, criamos o programa Bebê Natureza, focado na família e seus filhos, estimulando o seu laço com a natureza. Também criamos o programa Sou(L), que buscamos nos aproximar das comunidades vizinhas. REGUA na Mídia Folha de São Paulo Birtânico transforma fazenda do bisavô no RJ em reserva de Mata Atlântica. Potal G1 - REGUA: inspiração e preservação no coração da Mata Atlântica Veja Rio - Animal foi visto caminhando ao lado de sua mãe na região do Parque Estadual dos Três Picos e da Reserva Ecológica de Guapiaçu, na última quinta (4) Folha de São Paulo Birtânico transforma fazenda do bisavô no RJ em reserva de Mata Atlântica. 1/9 Reserva Ecológica de Guapiaçu Atinge 1 Milhão de Mudas Nativas da Mata Atlântica Plantadas na Bacia do Rio Guapiaçu A Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), localizada em Cachoeiras de Macacu (RJ), acaba de alcançar um marco histórico: o plantio de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica . A conquista, registrada em novembro de 2025, simboliza duas décadas de esforços contínuos para restaurar a Bacia do Rio Guapiaçu , uma das mais importantes fontes de água e biodiversidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Acervo REGUA © Desde 2005, a REGUA conduz um dos mais expressivos pro REGUA realiza evento “Raízes que Lideram” voltado para mulheres participantes do Projeto Replântica No último sábado do mês de outubro, dia 25, a Reserva Ecológica de Guapiaçu foi palco do evento Raízes que Lideram , voltado para as participantes dos cursos para mulheres do Projeto Replântica de 2024 e 2025. O encontro teve como objetivo promover o fortalecimento da rede feminina criada em 2024 e empoderar mulheres no âmbito da restauração florestal. Foto: Márcio Mendes. O evento contou com mais de 80 participantes e foi motivo de alegria para toda a equipe organizadora. Di 1 2 3 4 5 Parceiros CONHEÇA TODOS OS NOSSOS PARCEIROS

  • TESTES | REGUA

    Branding I’m a paragraph. Double click me or click Edit Text, it's easy. Read More > Storytelling I’m a paragraph. Double click me or click Edit Text, it's easy. Read More > DESIGN I’m a paragraph. Double click me or click Edit Text, it's easy. Read More > Consulting I’m a paragraph. Double click me or click Edit Text, it's easy. Read More > 2001 A ONG Associação REGUA adquire seu CNPJ no 2° Cartório de Cachoeiras de Macacu. Início dos trabalhos de Educação Ambiental nas escolas de entorno e programa Jovem Guarda em parceria com a Associação Mico-Leao-Dourado e apoio financeiro da CI ( Conservação Internacional). 2005-2008 Projeto de Reintrodução do Mutum-do-Sudeste (Crax blumenbachii) em parceria com a Crax Brasil, Universidade de São Carlos e financiamento da Wetlands Trust (Reino Unido). 2013 O INEA chancela a criação da 1a RPPN da REGUA (302 h) pelo Instituto IBIO com apoio da SOS Mata Atlântica. 2017-2019 Renovação do patrocínio Petrobras Socioambiental. Inicia-se o projeto de Reintrodução de Antas através do Refauna, e reintrodução de Jacutingas através da SAVE Brasil. O INEA chancela a criação da 3a RPPN da REGUA na área conhecida como "João Paulo". 2024 Início do Projeto Replântica em parceria com a Universidade de Colônia (TH Koln) / Parceria Mitsubishi Corporation para atividades de educação ambiental. 2002 São contratados os primeiros guardas florestais. Primeira aquisição de terras para integrar o patrimônio da REGUA. Criação do Parque Estadual Três Picos (PETP) sobrepondo áreas da REGUA. 2008 Participação no evento Avistar que atrai observadores de aves para a Baixada Fluminense. 2013-2016 Patrocínio da Petrobras Socioambiental ampliando a escala da restauração florestal e educação ambiental, sendo esta expandida para todo o município de Cachoeiras de Macacu. 2020-2022 Terceira fase do Projeto Guapiaçu. Suspensão das atividades devido ao Covid. 2003 Aquisição da Fazenda São José com edificações adequadas para concentrar as atividades conservacionistas e atrair o público-alvo de observadores de aves. 2010 SOS Mata Atlântica financia a restauração florestal em áreas degradadas da REGUA. Com as reformas na infraestrutura da sede, REGUA começa a receber grupos de estudantes universitários e pesquisadores. 2014 REGUA recebe reconhecimento de Posto Avançado da Reserva da Biosfera Mata Atlântica. 2021 Aprovação do Plano de Manejo da REGUA. O INEA chancela a criação da 4° e 5° RPPN da REGUA. Parceria técnica-financeira com a WWF para a restauração de 20 hectares. 2004 Começo do projeto de restauração das áreas alagadas na Fazendas São José. Instituto Biomas elabora um levantamento faunístico evidenciando o bom estado de conservação da floresta. 2011 Iniciativa Verde financia a restauração florestal em áreas degradadas da REGUA. 2015 O INEA chancela a criação da 2a RPPN da REGUA (35,2 h) no bairro de Santa Maria. 1° OFF ( Observatório Florestal Fluminense) organizado pelo INEA e REGUA atraindo reflorestadores e um público interessado na restauração. 2022 Parceria com o Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS) para o enriquecimento de uma área de 22 hectares e renovação da parceria técnico-financeira com a WWF. 2005 Convênio com MMA para a elaboração da Agenda 21 de Cachoeiras de Macacu. 2012 O sucesso da restauração florestal permite o financiamento do Mosaico Central Fluminense para ampliação do viveiro da REGUA. 2016 A Aliança para Clima, Comunidade e Biodiversidade aprova o reflorestamento de 100 hectares na culminância do projeto Guapiaçu Grande Vida (GGV), patrocinado pala Petrobrás. 2023 Início da parceria / patrocínio da Mitsubishi Corporation para as atividades de educação ambiental. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Estamos alinhados aos seguintes ODS's da ONU: Biodiversidade na REGUA A Mata Atlântica é um dos cinco principais hotspots de biodiversidade da Terra. Estudos paleoambientais indicaram que a Mata Atlântica já foi contígua com a Amazônia, tendo-se separado durante o período Terciário, quando um clima progressivamente mais árido permitiu que a Caatinga, o Cerrado e o Pantanal – dominados por uma vegetação herbácea aberta, mais seca e arbustiva – formassem uma barreira formidável entre as duas grandes florestas . Embora a ocorrência de períodos mais úmidos no recente Pleistoceno tardio e Holoceno tenha permitido o estabelecimento de corredores florestais entre a Mata Atlântica e a Amazônia , por dezenas de milhares de anos, a Mata Atlântica evoluiu em grande parte com pleno isolamento geográfico. Juntamente com uma vasta distribuição latitudinal e uma ampla gama altitudinal devido à topografia montanhosa da região, o isolamento geográfico produziu uma biodiversidade rica, com um nível excepcionalmente alto de endemismo . O grau de Endemismo da Flora e Fauna da Mata Atlântica é de cerca de 50%, mas chega a 90% para alguns tipos de organismos. Bio-inventários na REGUA mostraram que, com sua cobertura florestal contínua, indo desde a floresta úmida da baixada até às matinhas de neblina das montanhas a 2.000 metros acima do nível do mar, alagados, rios, pastagens e campos agrícolas, a REGUA é uma importante área de Mata Atlântica para a biodiversidade e uma área de alta prioridade de conservação. Anfíbios A Mata Atlântica abriga 625 espécies de anfíbios, concentrando 485 espécies endêmicas deste bioma (Rossa-Feres et al., 2018). 73 espécies de anfíbios já foram registradas na REGUA. Aracnídeos 58 espécies de aracnídeos foram identificadas na REGUA, incluindo 48 aranhas (Arachnida), oito opiliões (Opiliones) e duas espécies de escorpiões (Scorpiones). Aves 682 espécies de aves ocorrem na Mata Atlântica, e 199 (29%) destas são endêmicas da Mata Atlântica. Mais de 470 espécies foram registradas até à data na REGUA. Borboletas 2.120 espécies de borboletas foram registradas para a Mata Atlântica . Destas, cerca de 430 espécies foram encontradas na REGUA até à data. Libélulas (Lavadeiras) e libelinhas A REGUA alberga mais espécies de Odonata do que qualquer outro lugar na Mata Atlântica, com 204 espécies registradas até o momento. Mamíferos A Mata Atlântica possui um total de 264 espécies de mamíferos registradas; das quais 72 (27%) são endêmicas do bioma , bem como 80% das espécies de primatas . Na REGUA foi registrado um total de 61 espécies até à data. Mariposas Há claramente uma enorme diversidade de mariposas na REGUA e até agora 158 espécies já foram registradas, incluindo 76 espécies de esfingídeos. Orquídeas Um total de 97 espécies de orquídeas pertencentes a 51 gêneros foram identificadas na REGUA. 44 destas espécies são novos registros para o município de Cachoeiras de Macacu. Répteis A Mata Atlântica abriga 300 espécies de répteis, sendo 111 endêmicas do bioma (Tozetti et al., 2018). 37 espécies de répteis já foram registradas na REGUA (Almeida-Gomes et al. 2014) Pesquisadora da UERJ realizando estudos de ecologia de anfíbios - © REGUA Sapo-de-chifre - © REGUA Jacaré-de-papo-amarelo - © REGUA

  • 5 | A paisagem rural e os seus solos

    VOLTAR A BASE DO CONHECIMENTO 5) A paisagem rural e os seus solos Quando a gente olha para uma paisagem rural, tem que pensar tanto no que tem de natureza (chão, planta, rio) quanto nas pessoas e no que elas fazem. O tipo de solo manda muito no jeito que as lavouras ficam espalhadas. Existe um jeito de avaliar o solo chamado Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras. Diz que precisamos saber onde a terra é boa e onde tem problema, para não estragar o solo com erosão (quando a terra vai embora com a chuva) ou compactação (quando o solo fica duro, ruim de plantar). Também é importante olhar o solo de perto: ver se ele é fofinho (propriedades físicas), se tem os nutrientes certos (propriedades químicas), e se tem vida dentro – tipo minhocas e bichinhos (propriedades biológicas). Assim, a gente sabe se ele é bom para cada tipo de plantio. Quando entendemos bem a paisagem e o solo, dá para planejar como usar a terra sem gastar tudo de uma vez, cuidando tanto da produção da roça quanto do meio ambiente e do bem-estar de todo mundo que vive ali. Na região do rio Guapi-Macacu, que fica quase toda dentro de Cachoeiras de Macacu, os estudos mostram que a terra por lá é principalmente de dois tipos: Latossolos e Argissolos. São solos que, sozinhos, não têm muitos nutrientes (baixa fertilidade), mas que têm uma boa estrutura — ou seja, o chão é bom para trabalhar quando cuidar direito. Segundo os técnicos da Embrapa Solos, boa parte dessas terras não é a melhor opção para lavouras intensivas com culturas que exigem muito da terra, como milho. Mas são boas para colocar pasto plantado, reflorestar ou proteger a natureza, principalmente onde o terreno é muito inclinado ou cheio de morros. Por causa disso, é importante ter cuidado e fazer tudo da maneira certa, juntando lavoura, criação de animais e plantio de árvores para preservar a natureza e garantir que a terra continue boa pra quem trabalhar nela no futuro.

  • 3 | Mudanças Climáticas

    Um dos principais objetivos da REGUA, desde sua criação, foi desenvolver um programa de sensibilização ambiental que envolvesse todas as comunidades inseridas na bacia do Rio Guapiaçu.    A ideia principal é despertar o desejo de conservação dos remanescentes da Mata Atlântica na região através do fomento do conhecimento e reconhecimento do seu inestimável valor biológico e dos seus serviços ambientais. VOLTAR A BASE DO CONHECIMENTO 3) Mudanças Climáticas (MC) O clima do planeta está mudando, e precisamos nos preparar. Existem duas estratégias fundamentais como lidar com a MC: Mitigação: São ações para diminuir os gases que causam o aquecimento do planeta. Isso pode ser feito usando menos energia, usando energia limpa (como solar ou do vento), recuperando florestas e cuidando melhor da forma como fazemos agricultura e criamos animais. A ideia é contribuir para que o aquecimento global aconteça mais devagar. Por que as florestas são importantes para isso: As florestas ajudam muito porque elas "puxam" o gás carbônico, conhecido como CO2 do ar, que é um dos principais causadores do aquecimento. Se a gente protege as florestas que já existem, evita que esse gás seja solto quando elas são derrubadas ou queimadas. Se cultivarmos mais árvores, elas utilizam parte do CO2 do ar durante o crescimento, por isso é considerada a possibilidade de créditos de carbono dos reflorestamentos. Adaptação: São mudanças que fazemos para lidar melhor com os efeitos do clima que está mudando. Por exemplo: construir casas e estradas mais resistentes, cuidar melhor da água, tratar e reaproveitar o lixo, proteger a natureza e criar leis que ajudem as pessoas a viver melhor com essas mudanças. A ideia da adaptação é evitar problemas e se preparar para o que vier.

  • Ameaças | REGUA

    Ameaças à Mata Atlântica Em 1500 , a Mata Atlântica tinha uma extensão de 1,5 milhões Km², mas com os primeiros colonizadores veio a extração de madeira, a retirada da floresta para fins agrícolas e a ocupação do território. No início do século XIX houve um ciclo de destruição impulsionada pelo café no Nordeste do estado do Rio de Janeiro e em São Paulo, em terras altas. Na década de 40 , o Presidente Vargas drenou áreas alagadas no entorno da Baía de Guanabara tentando erradicar a malária, a febre amarela e outras doenças. Já nos anos 50 , com a industrialização abrindo caminho e demanda por pastagens, mais florestadas foram derrubadas. Com a introdução da lei da Mata Atlântica, o governo iniciou a criação de unidades de conservação e um planejamento estratégico para segurar as matas e os serviços ecológicos, especialmente focados no abastecimento hídrico. Algumas medidas vieram tarde para muitas espécies de animais de grande porte que requerem grandes áreas contínuas e protegidas de floresta para sua sobrevivência. Hoje , resta apenas 7% da área original de Mata Atlântica dos quais 2% , apenas, são florestas intocadas fazendo deste bioma um dos mais ameaçados globalmente. A bacia do Rio Guapiaçu conta com 58% do seu território em cobertura florestal, entre manchas grandes de floresta e pequenas parcelas fragmentadas. A topografia e acesso difícil certamente ajudou na preservação das florestas e biodiversidade. Sendo assim, o objetivo da REGUA é proteger esses remanescentes florestais, restaurar áreas degradadas, formar corredores entre os fragmentos florestais e a floresta, para que as futuras gerações possam disfrutar e cuidar deste habitat. INFORMAÇÕES 10.279 Hectares protegidos 1.002.000 Mudas plantadas 582 Hectares restaurados Ameaças correntes Reconhecida por sua importância, a UNESCO designa a Mata Atlântica como “Reserva da Biosfera”, em seis fases sucessivas entre 1991 e 2008. O Governo aprova a lei da Mata Atlântica em 2006 oferecendo plena proteção aos remanescentes florestais da Mata Atlântica. Vale ressaltar que em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos foi criado, unindo esforços para a preservação do gradiente florestal da bacia do rio Guapiaçu. Atualmente a UPAM (Unidade de Policia Ambiental) faz frequentes visitas de maneira que as ameaças ao ambiente e sua floresta tenham diminuído, porém não sendo totalmente extinguidas. Apesar de ser atualmente ilegal, o desmatamento ainda permanece uma das maiores ameaças à Mata Atlântica (© Alan Martin) Desmatamento As grandes derrubadas de floresta do século passado não ocorrem mais, porém com a demanda para a construção de casas e sítios, clareiras na mata e em bordas de rios e riachos ainda ocorrem. Em áreas rurais, proprietários com matas ao lado de pastagens, frequentemente deixam o gado entrar na floresta, empobrecendo as matas ao destruir o sub-bosque. O manejo inadequado de pastagens em morros íngremes permite que as chuvas causem erosão e às vezes deslizamentos de encostas, provocando um desafio para qualquer plano de recuperação de vegetação. Urbanização Numa área densamente povoada, o leste da Baía de Guanabara e o seu entorno sofrem com a pressão causa pela expansão urbana e consequente alteração na cobertura e uso do solo. Uma das principais ameaças à bacia do rio Guapiaçu, hoje, é o aumento das pequenas casas de veraneio. Cada casa construída acaba tendo um efeito na floresta devido à construção de estradas que dão acesso às casas e a rede elétrica, por exemplo. O efeito pode ser exacerbado se houver roçadas em torno das casas, ou mesmo, se houver a retirada de bananas e outras culturas. Com uma fiscalização deficiente e irregular, áreas de mata e propriedades abandonadas tomadas por posseiros podem ser rapidamente desmatadas e ocupadas. Temos alguns exemplos em nosso município de Cachoeiras de Macacu, em que mesmo em áreas de amortecimento do Parque Estadual dos Três Picos, onde são previstos por legislação a preservação de uma área de 10 km no entorno do parque, são invadidos. As ameaças pela ação antrópica parecem ganhar mais força necessitando uma fiscalização regular. A urbanização galopante é uma das principais causas de desmatamento e uma das maiores ameaças para a Mata Atlântica no vale do Guapiaçu (© Alan Martin) Apesar de ser atualmente ilegal, o desmatamento ainda permanece uma das maiores ameaças à Mata Atlântica (© Alan Martin) Demanda por água Embora o nível de água do rio Guapiaçu tenha diminuído ao longo dos últimos anos como resultado do desmatamento, dragagem e retificação do leito do rio, ainda existe pressão sobre a água desta bacia. A ausência da mata ciliar ao longo de vários trechos do rio juntamente com a extração ilegal de areia são um risco para o seu futuro, porém as águas do rio Guapiaçu se juntam com o rio Macacu no final da bacia Guapiaçu, onde existe uma captação que forma a estação Imunana Laranjal. Essa estação de água é responsável por abastecer as populações de cidades vizinhas importantes como Niterói, Itaboraí e São Gonçalo. Existem, também, algumas mineradoras de água na bacia do rio Guapiaçu que geram muito emprego, mas o aumento populacional e consequente turismo traz um alerta à população preocupada com o estado de conservação do meio ambiente Caça Tradicionalmente a caça de animais silvestres é uma atividade comum, passada de pai para filho em comunidades rurais, apesar de ter se tornado ilegal em 2006 com a lei da Mata Atlântica. A REGUA gostaria de acabar com esta prática e fazer com que as matas sejam um lugar seguro, tanto para os animais que a habitam, quanto para os visitantes e pesquisadores que frequentam a Reserva. Em 2004, a REGUA contratou ex-caçadores e os capacitou para que se tornassem guarda-parques no seu próprio ambiente de trabalho. Rastros de caçadores têm sido menos frequentes nos últimos anos sobretudo pelo trabalho diário de patrulhamento feito pelos guarda-parques e, também, pela presença de pesquisadores que conduzem seus trabalhos acadêmicos na mata. Cada propriedade adquirida e incluída na reserva é regularmente vistoriada para eliminar armadilhas e acampamentos de caça. No passado, pessoas da comunidade mantinham aves em gaiolas como papagaios, periquitos, tico – ticos, canários e arapongas, mas programas de educação ambiental têm ajudado muito em diminuir esta prática. Um Sabiá-Cica enjaulado (© Alan Martin)

  • Visita Educacional | REGUA

    A visita da unidade de ensino à REGUA é oferecida em uma trilha interpretativa que funciona como uma sala de aula viva. O percurso tem início no viveiro e na sequência entramos em uma área restaurada de 21 anos. A partir daí, tem início a abordagem de temas interdisciplinares, como o ciclo da água, a importância de bioindicadores, biodiversidade, solos e temas correlatos. VISITA EDUCACIONAL A visita começa com a apresentação institucional e as boas‑vindas. Em seguida, passamos pelo viveiro de produção de mudas e adentramos uma área restaurada há mais de 20 anos. Durante as visitas de grupos à REGUA, os participantes percorrem uma trilha interpretativa, adaptada para pessoas com deficiência, que funciona como uma sala de aula viva. A partir desse ponto, desenvolve‑se uma abordagem interdisciplinar sobre temas como o ciclo da água, a importância dos bioindicadores, a biodiversidade, os solos e assuntos correlatos. Essas atividades ajudam a sensibilizar o participante para uma atuação mais responsável perante a sociedade e o meio ambiente, promovendo maior integração socioambiental. As ações da REGUA, em suas distintas áreas de atuação, estimulam o desenvolvimento de uma consciência socioambiental crítica entre os participantes e promovem práticas sustentáveis voltadas à conservação da biodiversidade local e ao equilíbrio das relações socioambientais. Alunos observando a biodiversidade local no percurso da Trilha Amarela - © REGUA Durante todo o percurso os visitantes são envolvidos pelas atividades e dinâmicas que aguçam os sentidos e que proporcionam a integração mente, corpo e natureza. Assim, o aprendizado sequencial é a principal metodologia usada para nas trilhas ecológicas presentes na sede da REGUA, na qual promove o contato direto com a natureza, por meio das suas atividades que encantam os envolvidos. Grupo da 3ª idade em Visita Educacional na REGUA - © REGUA Imagem representativa sobre o aprendizado sequencial - © REGUA Para Joseph Cornell (2005) o aprendizado sequencial ocorre a partir de quatro estágios, respectivamente: despertar o entusiasmo, concentrar a atenção, dirigir a experiências e compartilhar a inspiração. Nesse contexto, existe uma imersão junto a natureza para que o indivíduo consiga se conectar e interagir com tudo que a natureza pode compartilhar para uma melhor qualidade de vida. Os participantes conseguem aprender se divertindo na natureza. Promovendo uma aproximação entre teoria e prática, favorecendo a saúde mental e física, sensibilizando dos problemas ambientais, trabalhando os impactos negativos das ações humanas no planeta e suas possíveis soluções a partir de mudanças de atitudes e comportamentos. Para agendar sua visita escolar, entre em contato: Email: visitaeducacional@regua.org.br WhatsApp: +55 21 96916-0078 Visitantes observando fauna dos alagados da REGUA - © REGUA Aluna da rede municipal no plantio “500 mudas” da REGUA - © REGUA

  • Comunicação | REGUA

    A REGUA possui diversos canais com os quais comunica-se com seus públicos. Nesses canais são compartilhados os principais acontecimentos na reserva, bem como  informes sobre novas atividades, novas parcerias, vídeos institucionais, novos voluntários, e novas atualizações sobre a maioria dos assuntos de interesse de nossos seguidores e colaboradores. COMUNICAÇÃO A REGUA possui diversos canais com os quais comunica-se com seus públicos. Nesses canais são compartilhados os principais acontecimentos na reserva, bem como informes sobre novas atividades, novas parcerias, vídeos institucionais, novos voluntários, e novas atualizações sobre a maioria dos assuntos de interesse de nossos seguidores e colaboradores. Atualmente possuímos 4 canais oficiais ativos nas redes sociais sendo eles: A aba de notícias, no nosso site. Instagram: @reguabr Facebook: @reguabrasil TikTok: @reguabr Nós também divulgamos nosso boletim verde semestralmente. O boletim verde é um compilado que reúne todas as principais notícias a respeito da REGUA. Ele é divulgado na forma física e digital. Confira a nova versão abaixo! BOLETIM VERDE Criança plantando uma muda na área "Solar da REGUA" - © REGUA Além dos nossos canais oficiais, esporadicamente somos contemplados com matérias jornalísticas feitas por terceiros que contribuem ativamente para a divulgação de nossas atividades. As principais delas são usualmente postadas em nossas mídias com a devida referência ao seus autores, bem como o link de acesso. Confira alguma das principais: G1 (Globo): https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj2/video/reserva-ecologica-de-guapiacu-em-cachoeiras-de-macacu-recebe-novas-antas-9789825.ghtml O Globo https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/coluna/2022/08/casal-da-antas-sera-reintroduzido-hoje-em-reserva-do-rio-de-janeiro.ghtml https://oglobo.globo.com/brasil/area-preserva-remanescente-de-mata-atlantica-de-baixada-24466350 Metropolis https://www.metropoles.com/brasil/reserva-do-guapiacu-recebe-tres-novas-antas-nascidas-em-cativeiro Extra https://extra.globo.com/noticias/um-so-planeta/anta-reintroduzida-em-reserva-do-rio-ajuda-no-repovoamento-onde-especie-ja-foi-considerada-extinta-25492459.html Veja https://vejario.abril.com.br/cidade/filhote-anta-nasce-regiao-serrana/ Nicholas e Raquel participando do XVI seminário de educação ambiental - © REGUA

  • Resultados | REGUA

    Atualmente, o programa de restauração florestal da REGUA conta com as parcerias da WWF-Brasil, que já restaurou 20 hectares entre os anos de 2021 e 2022 e tem o objetivo de restaurar mais 25 hectares nos próximos 2 anos; e do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), no qual está fomentando ações de enriquecimento, com mudas nativas da Mata Atlântica, em 22 hectares de área que já se encontra em processo de restauração florestal, além do monitoramento de fauna. RESULTADOS No ano de 2025, a Reserva Ecológica de Guapiaçu alcançou o marco de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica plantadas na bacia do Rio Guapiaçu. Graças à parcerias estabelecidas durante os 25 anos de jornada da REGUA, mais de 700 hectares já foram restaurados. Atualmente, parcerias estabelecidas com o IIS, Saving Nature e a World Land Trust têm movimentado o programa de restauração. Área do Bicudo - 2020 Área do Bicudo - 2022 Área do Francês - 2022 Área do Bicudo - 2020 1/6 A REGUA é hoje uma das maiores restauradoras de ecossistemas florestais do estado do Rio de Janeiro. Destaca-se neste cenário com mais 700 hectares de áreas restauradas e mais de 1.020.000,00 milhões de mudas plantadas, com uma diversidade de mais de 500 espécies. Antes e depois da área do Armênio - © REGUA Antes e depois da área da área dos Alagados/IIS - © REGUA Antes e depois da área da fazenda "Novos Começos" - © REGUA Antes e depois da área do "Francês" - © REGUA Antes e depois da área do "Km 12" - © REGUA Antes e depois da área do "IIS" - © REGUA

  • Instalações e Laboratório | REGUA

    A REGUA disponibiliza dois tipos de alojamentos para os pesquisadores e alunos de disciplinas e cursos universitários ou profissionalizantes. INSTALAÇÕES E LABORATÓRIO A REGUA disponibiliza dois tipos de alojamentos para os pesquisadores e alunos de disciplinas e cursos universitários ou profissionalizantes. Alojamentos no Centro de visitantes na sede, originalmente destinados aos voluntários, que inclui: Ducha quente e fria; ventilador de teto ou móvel; e cama de solteiro única ou tipo beliche. São cinco casas num total de 35 leitos disponíveis e seis banheiros com ducha, mais dois externos sem ducha. A estadia nestas casas requer o pagamento de diárias cujo preço varia de acordo com o tipo de cursos e usuários, bem como do número e tipo de refeições desejadas. – Casa da Pesquisa, que fica a aproximadamente seis quilômetros do Centro de Visitantes, no início da Trilha Verde. A casa tem capacidade para 15 pessoas e está equipada com: 3 quartos com camas de beliche; cozinha (fogão /geladeira / utensílios de cozinha e gás); um banheiro para ducha quente/fria e outro com vaso sanitário; existe ainda um tanque externo e uma varanda com mesa de trabalho e bancos. A utilização desta casa requer o pagamento de uma taxa simbólica de contribuição para cobrir os gastos com o gás e a limpeza da mesma, que também deve manter-se organizada pelos próprios estudantes. Além disso, é muito usada por quem prefere estar mais próximo das principais trilhas onde serão conduzidas as pesquisas, por quem prefere cozinhar e/ou ter completa autonomia durante sua estadia na REGUA. Pesquisadores analisando dados de Limnologia - © REGUA Pesquisadora analisando dados - © REGUA Alunos de graduação durante aula prática no laboratório - © REGUA Existem dois supermercados locais e é possível pernoitar na Casa da Pesquisa e requerer refeições no Centro de Visitantes, que serão pagas avulso, independente de diária. A REGUA possui uma infraestrutura física bem equipada. Conta com sala de aula/auditório climatizado para até 50 pessoas sentadas, laboratório de campo climatizado e equipado com bancada meia-lua, Instalações elétricas preparadas para receber microscópios e lupas, estufa seca, freezer além de nichos para guardar equipamentos. Tanto o laboratório quanto o auditório estão disponíveis para pesquisadores que trabalham na REGUA e também para cursos e eventos que sejam aqui realizados. As refeições são servidas em dois refeitórios, um deles em uma sala climatizada e outro que fica localizado sob os galpões, permitindo que as refeições sejam realizadas ao ar livre, sendo uma opção segura para tempos que exigem um distanciamento social. Os visitantes contam com banheiros acessíveis e bebedouro. Na parte externa atrás dos escritórios, está localizado o novo estacionamento da REGUA com capacidade para em média 10 carros. A parte operacional da REGUA conta com 3 escritórios administrativos, cozinha industrial, banheiros e almoxarifado para a guarda de materiais e equipamentos. Aula prática no laboratório - © REGUA

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